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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Cavaco Silva e os 140% oferecidos pela SLN: "Eu era um mísero professor!"


Entrevista de Cavaco Silva a Judite de Sousa na Campanha Presidencial 2011, 10 Janeiro 2011.

Cavaco Silva: "Para serem mais honestos que eu têm que nascer 2 vezes"


... e o "BPN" ... e a "Reserva da Coelha"?
Necessitamos de explicações.

Louçã, Cavaco e a Nêspera

Em defesa de Alegre Jones
A Nêspera
Uma nêspera
estava na cama
deitada
muito calada
a ver
o que acontecia

chegou a Velha
e disse
olha uma nêspera
e zás comeu-a

é o que acontece
às nêsperas
que ficam deitadas
caladas
a esperar
o que acontece

Mário Henrique Leiria,
in "Novos Contos do Gin
"

Nota: Francisco Louçã para exemplificar o que diz ser a atitude do ainda Presidente da República face aos especuladores cita este poema de Mário Henrique Leiria.

Sondagem Universidade Católica - Presidenciais 2011

Cavaco Silva vence logo à primeira volta
Cavaco Silva 59%, Manuel Alegre 22%, Fernando Nobre 10%, Francisco Lopes 6%, José Manuel Coelho 2% e Defensor Moura 1%, são os resultados da sondagem da Universidade Católica.

Dados do estudo da Universidade Católica dizem que o actual Presidente da República será reeleito com uma percentagem superior às obtidas por Eanes e Sampaio nos segundos mandatos.

Não haverá segunda volta, de acordo com a sondagem feita, na semana passada, pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa (CESOP) para o DN, JN, RTP e Antena 1. Fazendo a projecção dos votos - além da abstenção, dos indecisos e dos que não respondem, foram retirados ainda os brancos e nulos para efeitos de cálculo -, Cavaco Silva atinge 59%, Manuel Alegre fica-se por 22%, Fernando Nobre garante 10%, Francisco Lopes obtém 6%, José Manuel Coelho chega aos 2% e Defensor Moura limita-se a 1%.

A confirmarem-se, no domingo, estes resultados, Cavaco Silva seria reeleito por uma margem superior às registadas por Ramalho Eanes em 1980 (56,44%) e por Jorge Sampaio em 2001 (55,55%) - ficando apenas longe de Mário Soares (70,35%), na recandidatura que ele próprio, enquanto líder do PSD e primeiro-ministro, apoiou.

Agora com o suporte de PS, BE e PCTP/MRPP - partidos que, em conjunto, obtiveram 47,3% nas legislativas de 2009 -, Manuel Alegre crescia apenas um ponto percentual em relação à última corrida, quando se apresentou sem apoios partidários e obteve 20,74%. Em relação aos derrotados nas recandidaturas anteriores, a diferença negativa para Ferreira do Amaral, que teve 34,68% contra Sampaio, é superior à diferença positiva relativamente a Basílio Horta, que se ficou pelos 14,16% no confronto com Mário Soares.

E o resultado de Fernando Nobre, na história das candidaturas independentes, ficaria apenas à frente de Pires Veloso (0,78%, em 1980), Galvão de Melo (0,84%, em 1980), Otelo (1,5%, em 1980) e Lurdes Pintasilgo (7,38 %, em 1986), mas a boa distância de Pinheiro de Azevedo (14,37%, em 1976), Otelo (16,46%, em 1976) e Manuel Alegre (20,74%, em 2005).

Fonte: Jornal "Diário de Notícias", 21 Janeiro 2011
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Comentário: O branqueamento de uma eleição inexplicável.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Pobreza do Sr. Silva

Em plena campanha, o Sr. Silva foi abordado por uma senhora que não tinha quaisquer meios económicos para dar de comer a seu filho.
Recomendação do Sr. Silva: Procure "uma instituição de solidariedade que não seja do Estado"!
Curioso é que endossa para o Candidato Fernando Nobre - Presidente da AMI para resolver o assunto.
Veja o vídeo aqui.
Por outro lado, há dias vai continuando a apregoar que "há alguns que não têm a mínima sensiblidade social"
Um método simples de quem quer ser Presidente deste Portugal.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Os tristes dias do nosso infortúnio

Na terça-feira, 26 de Outubro, p.p., assistimos, estupefactos, a um espectáculo deprimente.
O dr. Cavaco consumiu vinte minutos, no Centro Cultural de Belém, a esclarecer os portugueses que não havia português como ele. Os portugueses, diminuídos com a presunção e esmagados pela soberba, escutaram a criatura de olhos arregalados. Elogio em boca própria é vitupério, mas o dr. Cavaco ignora essa verdade axiomática, como, aliás, ignora um número quase infindável de coisas.

O discurso, além de tolo, era um arrazoado de banalidades, redigido num idioma de eguariço. São conhecidas as amargas dificuldades que aquele senhor demonstra em expressar-se com exactidão. Mas, desta vez, o assunto atingiu as raias da nossa indignação. Segundo ele de si próprio diz, tem sido um estadista exemplar, repleto de êxitos políticos e de realizações ímpares. E acrescentou que, moralmente, é inatacável.

O passado dele não o recomenda. Infelizmente. Foi um dos piores primeiros-ministros, depois do 25 de Abril. Recebeu, de Bruxelas, oceanos de dinheiro e esbanjou-os nas futilidades de regime que, habitualmente, são para "encher o olho" e cuja utilidade é duvidosa. Preferiu o betão ao desenvolvimento harmonioso do nosso estrato educacional; desprezou a memória colectiva como projecto ideológico, nisso associando-se ao ideário da senhora Tatcher e do senhor Regan; incentivou, desbragadamente, o culto da juventude pela juventude, característica das doutrinas fascistas; crispou a sociedade portuguesa com uma cultura de espeque e atrabiliária e, não o esqueçamos nunca, recusou a pensão de sangue à viúva de Salgueiro Maia, um dos mais abnegados heróis de Abril, atribuindo outras a agentes da PIDE, "por serviços relevantes à pátria." A lista de anomalias é medonha.

Como Presidente é um homem indeciso, cheio de fragilidades e de ressentimentos, com a ausência de grandeza exigida pela função. O caso, sinistro, das "escutas a Belém" é um dos episódios mais vis da história da II República. Sobre o caso escrevi, no Negócios, o que tinha de escrever. Mas não esqueço o manobrismo nem a desvergonha, minimizados por uma Imprensa minada por simpatizantes de jornalismos e por estipendiados inquietantes. Em qualquer país do mundo, seriamente democrático, o dr. Cavaco teria sido corrido a sete pés.

O lastro de opróbrio, de fiasco e de humilhação que tem deixado atrás de si, chega para acreditar que as forças que o sustentam, a manipulação a que os cidadãos têm sido sujeitos, é da ordem da mancha histórica. E os panegíricos que lhe tecem são ultrajantes para aqueles que o antecederam em Belém e ferem a nossa elementar decência.

É este homem de poucas qualidades que, no Centro Cultural de Belém, teve o descoco de se apresentar como símbolo de virtudes e sinónimo de impolutabilidade. É este homem, que as circunstâncias determinadas pelas torções da História alisaram um caminho sem pedras e empurraram para um destino que não merece - é este homem sem jeito de estar com as mãos, de sorriso hediondo e de embaraços múltiplos, que quer, pela segunda vez, ser Presidente da nossa República. Triste República, nas mãos de gente que a não ama, que a não desenvolve, que a não resguarda e a não protege!

Estamos a assistir ao fim de muitas esperanças, de muitos sonhos acalentados, e à traição imposta a gerações de homens e de mulheres. É gente deste jaez e estilo que corrói os alicerces intelectuais, políticos e morais de uma democracia que, cada vez mais, existe, apenas, na superfície. O estado a que chegámos é, substancialmente, da responsabilidade deste cavalheiro e de outros como ele.

Como é possível que, estando o País de pantanas, o homem que se apresenta como candidato ao mais alto emprego do Estado, não tenha, nem agora nem antes, actuado com o poder de que dispõe? Como é possível? Há outros problemas que se põem: foi o dr. Cavaco que escreveu o discurso? Se foi, a sua conhecida mediocridade pode ser atenuante. Se não foi, há alguém, em Belém, que o quer tramar.

Um amigo meu, fundador de PSD, antigo companheiro de Sá Carneiro e leitor omnívoro de literatura de todos os géneros e projecções, que me dizia: "Como é que você quer que isto se endireite se o dr. Cavaco e a maioria dos políticos no activo diz 'competividade' em vez de 'competitividade' e julga que o Padre António Vieira é um pároco de qualquer igreja?"

Pessoalmente, não quero nada. Mas desejava, ardentemente desejava, ter um Presidente da República que, pelo menos, soubesse quantos cantos tem "Os Lusíadas."

Baptista-Bastos, "Jornal de Negócios", 29 Outubro 2010

O Libertador

Discurso à Nação - Candidato à Presidência Manuel João Vieira


in Programa da RT2 - "Cinco Para a Meia Noite"