domingo, 8 de novembro de 2009

Why We Fight" - "Porque os Estados Unidos vão à Guerra"

Reino Unido, 2005, 98min
Direcção: Eugene Jarecki)
- 10 Episódios -


Essa é a verdadeira face do neoliberalismo, da globalização. O motivo hipócrita e cruel para os Estados Unidos, através da política ou da guerra, levarem sua festejada "democracia" a todo o mundo: Hegemonia, exploração e lucro!
Uma crítica modesta à intolerável tirania norte-americana, mas é o máximo que seu povo suporta assistir.
Nem se menciona, por exemplo, que o 11 de setembro foi uma grande farsa.
A ênfase é na ilegitimidade da guerra e em suas mortes inocentes... defacto a BBC não poderia fazer nada muito além disso, visto a quem ela atende e pertence... é até surpreendente que esse documentário tenha chegado ao ponto de crítica que chegou!
O risco dele é lançar uma cortina de fumaça tampando o horror muito, mas muito maior mesmo da verdade sobre a guerra.
Pense: revelar erros é desviar o olhar dos desastres, é abrandá-los.
Portanto olhos críticos são necessários, mas também muita informação útil e verídica podemos tirar!

Sinopse divulgada do filme:

"Excelente produção da BBC, ganhadora do prémio de melhor documentário no Festival Sundance, "Why We Fight" mostra a profunda relação da guerra com os negócios nos EUA, onde há várias corporações das mais diversas áreas interessadas em um conflito duradouro.
Mostra como desde a II Guerra Mundial, os EUA produzem mentiras, farsas sustentadas pela mídia comprada, para justificar seus conflitos, suas invasões, seus crimes, suas guerras e genocídios.
Expõe como as grandes companhias, corporações armamentistas, são uma das principais financiadoras de campanhas dos políticos norte-americanos. "

sábado, 7 de novembro de 2009

Discurso do Representante da República de Los Cocos - II Parte


"Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o Estadista. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente.País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possivel conservar a sua independência?"
Eça de Queiroz, 1867
in "O Distrito de Évora"

A História repete-se com aprendizagem.

Excerto do filme "Su Excelencia" - Mario Moreno (Cantiflas)

Discurso do Representante da República de Los Cocos - I Parte


"Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o Estadista. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente.País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possivel conservar a sua independência?"
Eça de Queiroz, 1867
in "O Distrito de Évora"

A História repete-se com aprendizagem.

Excerto do filme "Su Excelencia" - Mario Moreno (Cantiflas)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Contra a Prescrição de Crimes em Portugal


Varas e Porcos e Cleptocracia

Os Varas e os Porcos, ou os políticos e o chamado enriquecimento ilícto.

Existe um creio que ex-político e hoje Vice-Presidente de um conhecido banco, de apelido Vara, que hoje se encontra nas bocas do mundo. Não significará certamente o seu apelido que Sua Excelência é um simples aglomerado de porcos. Quanto muito, poderíamos pensar que a figura, fazendo juz ao apelido que tem, não passa de mais um porco daqueles que Abril deu à luz, ou, em linguagem técnica, que Abril pariu. Mas não. A língua portuguesa é muito traiçoeira, e a associação do Sr. Armando a um porco, será certamente uma mera coincidência.

Isto a propósito das suspeitas que agora recaem sobre aquele modesto ex-empregado de balcão da Caixa Geral de Depósitos na sua santa terrinha, sem qualquer habilitação especial de Gestor, que por força de se ter inscrito no sinistro Partido Socialista, conseguiu chegar a Ministro do Guterres do Pântano, criou uma Fundação com finalidades duvidosas chamada da Prevenção e Segurança, e que por actos ainda mais duvidosos ligados à dita Fundação “se viu obrigado” a sair do Governo, sem qualquer consequência que não fosse o ter reingressado na mesma Caixa Geral de Depósitos não no seguimento normal da sua carreira, mas sim “saltando” por cima de todos os seus colegas (que honradamente trabalham no dia-a-dia, e que podem ascender no máximo a Director de Balcão), tendo sido nomeado creio que Director de Património da mesma Caixa Geral de Depósitos, “o Banco de todos nós”... Daí a Administrador da mesma Caixa, foi um salto, e vêmo-lo agora de ar “emproado” como Vice-Presidente de um conhecido Banco Privado nacional, em regime de requisição à CGD...

Não é certamente o apelido que denomina as características morais de uma pessoa, e, que me perdoem os porcos, não é por o Senhor se chamar Vara que lhe podemos chamar de Porco ao quadrado. Poderia ser considerado um insulto ao Sr. Armando, ou poderia porventura haver um porco qualquer que se sentisse indignado com a comparação. Tudo isto oderia dar mais um texto para La Fontaine ter escrito uma das suas famosas Fábulas...

Mas a Fábula aqui é outra, e a esse Sr. Armando poderemos sim chamá-lo de corrupto, de porco, e de ladrão, se se provar que fez o que a maioria dos políticos deste horroroso sistema costumam fazer: servir-se da política, para fazer tráfico de influências, servir-se da política para ter cargos de Gestão para os quais não têm qualquer qualificação, mas que servem ou podem servir os interesses obscuros de muita gente. Diz-se por aí que o Senhor Vara poderá ter-se vendido por uns míseros 10.00 Euros. Não sei se é verdade ou mentira, pouco me importa. Mas que Sua Excelência é arguido num escandaloso caso de corrupção, é! O futuro ditará o qualificativo que lhe havemos de dar, se entretanto não acontecer o que sucede frequentemente: o processo prescrever...!
A questão do enriquecimento das figuras políticas, é tema recorrente nos tempos que passam. Hoje em dia, a chamada “Causa Pública”, é algo que poucos conhecem. Os políticos vão para os governos na sua maioria para se servir, e não para servir. Triste regime este, que democraticamente nos impõem há 35 anos...

Casos como o do BPN, do BPP, do Freeport, da Fundação Prevenção e Segurança, e muitos outros, seres como Armando Vara, Isaltino de Morais, Dias Loureiro, Valentim (também) Loureiro, Jorge Coelho, Fátima Felgueiras, Ferreira Torres ou outros, são o dia a dia da nossa vida política, e como que parecem naturais, normais... Os senhores começam pobres na sua santa terrinha, e em pouco tempo os vemos com ar de “baronetes do liberalismo”, emproados e a cuspir dinheiro pelas costuras. Se aqui não existe corrupção, existe por certo milagre, ou competência em demasia...

Poderemos perguntar-nos se não há em Portugal Gestores competentes, não políticos, com especialização e experiência de Gestão, que possam ocupar os cargos de Gestão que são ocupados hoje em dia por simples traficantes de interesses, que vieram da política. A resposta será sem dúvida positiva, sabemos que há muita gente válida felizmente em Portugal, mas que, por não estar ligada aos partidos do regime, não consegue ascender a lugares no Governo, ou na Gestão das Empresas, públicas ou não. E com isto é Portugal que perde, em nome de favores que se pagam a uns e a outros. Favores muitas vezes obscuros.

Poderemos perguntar-nos o que sabe Jorge Coelho de Gestão ou de Engenharia, para ter ido Administrar a Mota Engil. Poderemos perguntar-nos o que sabia Dias Loureiro de Finanças ou de Gestão, para se ter envolvido na gestão do BPN, e ter feito a “obra” que dizem que fez...

Poderemos perguntar-nos o que sabe Armando Vara de Banca e de Gestão Bancária, para “saltar” de balconista para administrador, e ser agora Vice-Presidente de um Banco.

O mesmo para muitos outros exemplos. As excepções, que as haverá, serão muito poucas.

Recordo-me que a seguir à malfadada data do 25 de Abril, diziam a alguém que eu conheço bem, que se não se inscrevesse em determinado Partido Político, a sua carreira não iria longe. Essa pessoa teimou em não se inscrever em nenhum partido, fez uma vida honesta, e reformou-se após muito trabalho e suor como simples Director da empresa de Engenharia onde havia trabalhado mais de 27 anos. Outros, menos competentes do que ele, rapidamente foram administradores dessa Empresa, que era de referência, e que hoje se reduz a 5 ou 6 funcionários, de cerca de 600 que tinha, e que está liquidada.
Os dos Partidos, estão todos bem governados, e como muitos outros de muitas outras empresas que entretanto fizeram falir, passaram pela Maçonaria e pelos Partidos, e pelos governos, e são hoje gente “de bem” e abastada... Desses com quem nos cruzamos algumas vezes pela rua e dão vómitos só de os ver. De importantes que parecem.

A nossa Pátria está a saque.

Da corrupção à pedofilia, passando pela homossexualidade exibicionista que agora se senta aberta e desavergonhadamente em S. Bento, tudo temos. Somos uma Nação adiada. Estamos com uma crise interna pior que a crise mundial que assolou o Mundo nos ultimos meses. A nossa crise actual é pior que a da 1.ª República, que Salazar curou. Vivemos de facto num País aviltado com uma profunda crise de valores, de moral, e crise económica e financeira. Vivemos na lama. Nas eleições, preferem não votar mais portugueses do que aqueles que votam — o que põe em causa a legitimidade do regime. Estamos sem rumo, inconscientemente à espera de que alguém venha um dia “pegar nisto”.

Os 35 anos de Democracia cleptocrata e impune que nos têm vindo a impôr, trouxeram-nos o descrédito internacional. Não existe no actual sistema uma linha política realmente interessada em ressarcir a Pátria do roubo e da traição de Abril. Do roubo territorial, do roubo moral, do roubo financeiro, do roubo da competência. Somos o País que Saramago merece ter. O do triunfo dos Porcos, de Orwel, que que eu saiba não teve Nobel, nem se meteu a falar do que não sabia. Diria mesmo, o País do Vara dos porcos, ou um país gerido por uma verdadeira vara de porcos incompetentes que nos empurram para o abismo, enquanto enriquecem pessoalmente.

Que Deus seja louvado!

Que venha nem que seja El-Rei D. Sebastião.

Por Portugal, e mais nada!

Chega de sofrer.

António de Oliveira Martins — Lisboa

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O factor Vara

Recordando Miguel Sousa Tavares

Ultimamente tenho sido industriado num conceito novo sobre a vida que é também uma filosofia de vida: ser “leve”. Ser “leve” é o contrário de ser “pesado”, é, parece, a capacidade de levar as coisas sempre de uma forma ligeira, de não se preocupar demasiadamente com nada nem dar demasiada importância a coisa alguma. Aconteça o que acontecer, façam o que fizerem, as pessoas “leves” levam tudo na despreocupada: nada deve ser suficientemente grave ou importante para que deixem de rir e de sorrir todo o tempo e em todas as circunstâncias. Trata-se de um conceito moderno e urbano, que a mim me deixa um pouco baralhado, até porque nos últimos anos tenho aprendido a preferir cada vez mais a chuva no campo do que os dias cinzentos na cidade. É verdade que os portugueses sorriem pouco e que sorrir faz bem à saúde e torna as pessoas mais bonitas. Mas lembro-me de a minha mãe dizer que os que vivem eternamente felizes e despreocupados, sempre a rir ou a sorrir, ou são parvos ou são inconscientes. Sim, porque é difícil distinguir onde acabam as virtudes de ser “leve” e começa a estupidez de ser leviano. A fronteira não é clara e há-de ser estreita.
Mas de uma coisa estou certo: só se pode levar as coisas numa “leve” quando se tem condições para tal. Quem vive em quadros de miséria e carência, quem tem da vida urbana uma paisagem de subúrbios desumanizados, quem tem problemas sérios de saúde, quem viu morrer um filho ou alguém muito próximo e amado, quem viu morrer uma após outra todas as ilusões, ou não é “leve” ou anda a Prozac. Poder ser “leve” é um privilégio, não toca a todos.
Mas tenho andado a pensar seriamente no assunto — tentando, claro, pensar de uma forma “leve”, para que faça sentido. Muita gente, e leitores meus, acham que eu me indigno vezes de mais com coisas de mais. Não valeria a pena. Há um tipo que escreve sobre mim num blogue e que se irrita sobremaneira com o que ele acha ser a minha indignação permanente e traça de mim um retrato, até físico, que me deixa abalado. Preocupam-me, então, duas coisas: a minha recorrente indignação, tal como ele a descreve, e o facto de a minha indignação acarretar a indignação dele. Vou tentar mudar, a bem dos dois.
Em vez de dizer que as coisas me indignam ou revoltam, vou passar a dizer suavemente que elas me deprimem. Por exemplo: a história de Armando Vara, promovido ao nível máximo de vencimento na Caixa Geral de Depósitos e para efeitos de reforma futura, depois de já estar há dois meses a trabalhar na concorrência do BCP, é uma história que me deprime. Não, não, acreditem que, apesar de isto envolver o dinheiro que pago em impostos, esta história não me revolta nem me indigna, apenas me deprime. E de forma leve. Eu explico.
Toda a “carreira”, se assim lhe podemos chamar, de Armando Vara, é uma história que, quando não possa ser explicada pelo mérito (o que, aparentemente, é regra), tem de ser levada à conta da sorte. Uma sorte extraordinária. Teve a sorte de, ainda bem novo, ter sentido uma irresistível vocação de militante socialista, que para sempre lhe mudaria o destino traçado de humilde empregado bancário da CGD lá na terra. Teve o mérito de ter dedicado vinte anos da sua vida ao exaltante trabalho político no PS, cimentando um currículo de que, todavia, a nação não conhece, em tantos anos de deputado ou dirigente político, acto, ideia ou obra que fique na memória. Culminou tão profícua carreira com o prestigiado cargo de ministro da Administração Interna — em cuja pasta congeminou a genial ideia de transformar as directorias e as próprias funções do Ministério em Fundações, de direito privado e dinheiros públicos. Um ovo de Colombo que, como seria fácil de prever, conduziria à multiplicação de despesa e de “tachos” a distribuir pela “gente de bem” do costume. Injustamente, a ideia causou escândalo público, motivou a irritação de Jorge Sampaio e forçou Guterres a dispensar os seus dedicados serviços. E assim acabou — “voluntariamente”, como diz o próprio — a sua fase de dedicação à causa pública. Emergiu, vinte anos depois, no seu guardado lugar de funcionário da CGD, mas agora promovido por antiguidade ao lugar de director, com a misteriosa pasta da “segurança”. E assim se manteve um par de anos, até aparecer também subitamente licenciado em Relações Qualquer Coisa por uma também súbita Universidade, entretanto fechada por ostensiva fraude académica. Poucos dias após a obtenção do “canudo”, o agora dr. Armado Vara viu-se promovido — por mérito, certamente, e por nomeação política, inevitavelmente — ao lugar de administrador da CGD: assim nasceu um banqueiro. Mas a sua sorte não acabou aí: ainda não tinha aquecido o lugar no banco público, e rebentava a barraca do BCP, proporcionando ao Governo socialista a extraordinária oportunidade de domesticar o maior banco privado do país, sem sequer ter de o nacionalizar, limitando-se a nomear os seus escolhidos para a administração, em lugar dos desacreditados administradores de “sucesso”. A escolha caiu em Santos Ferreira, presidente da CGD, que para lá levou dois homens de confiança sua, entre os quais o sortudo dr. Vara. E, para que o PSD acalmasse a sua fúria, Sócrates deu-lhes a presidência da CGD e assim a meteórica ascensão do dr. Vara na banca nacional acabou por ser assumida com um sorriso e um tom “leve”.
Podia ter acabado aí a sorte do homem, mas não. E, desta vez, sem que ele tenha sido tido ou achado, por pura sorte, descobriu-se que, mesmo depois de ter saído da CGD, conseguiu ser promovido ao escalão máximo de vencimento, no qual vencerá a sua tão merecida reforma, a seu tempo. Porque, como explicou fonte da “instituição” ao jornal “Público”, é prática comum do “grupo” promover todos os seus administradores-quadros ao escalão máximo quando deixam de lá trabalhar. Fico feliz por saber que o banco público, onde os contribuintes injectaram nos últimos seis meses mil milhões de euros para, entre outros coisas, cobrir os riscos do dinheiro emprestado ao sr. comendador Berardo para ele lançar um raide sobre o BCP, onde se pratica actualmente o maior spread no crédito à habitação, tem uma política tão generosa de recompensa aos seus administradores — mesmo que por lá não tenham passado mais do que um par de anos. Ah, se todas as empresas, públicas e privadas, fossem assim, isto seria verdadeiramente o paraíso dos trabalhadores!
Eu bem tento sorrir apenas e encarar estas coisas de forma leve. Mas o “factor Vara” deixa-me vagamente deprimido. Penso em tantos e tantos jovens com carreiras académicas de mérito e esforço, cujos pais se mataram a trabalhar para lhes pagar estudos e que hoje concorrem a lugares de carteiros nos CTT ou de vendedores porta a porta e, não sei porquê, sinto-me deprimido. Este país não é para todos.
P.S. - Para que as coisas fiquem claras, informo que o sr. (ou dr.) Armando Vara tem a correr contra mim uma acção cível em que me pede 250.000 euros de indemnização por “ofensas ao seu bom nome”. Porque, algures, eu disse o seguinte: “Quando entra em cena Armando Vara, fico logo desconfiado por princípio, porque há muitas coisas no passado político dele de que sou altamente crítico”. Aparentemente, o queixoso pensa que por “passado político” eu quis insinuar outras coisas, que a sua consciência ou o seu invocado “bom nome” lhe sugerem. Eu sei que o Código Civil diz que todos têm direito ao bom nome e que o bom nome se presume. Mas eu cá continuo a acreditar noutros valores: o bom nome, para mim, não se presume, não se apregoa, não se compra, nem se fabrica em série — ou se tem ou não se tem. O tribunal dirá, mas, até lá e mesmo depois disso, não estou cativo do “bom nome” do sr. Armando Vara. Era o que faltava!
Miguel Sousa Tavares, in "Expresso", 19 Janeiro 2009