quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Alternância no Poder

A alternância no poder é o melhor instrumento que a Democracia inventou para consolidar-se como sistema político de representação, ou seja, ter a capacidade suficiente para ortogar aos cidadãos o protagonismo que merecem e a possibilidade de ostentar o cargo que o sistema os reserva, que não é outro que a soberania nacional.

Duas são as condições necessárias, ainda que não suficientes, para que esta afirmação cumpra a sua função. Em primeiro lugar que a cidadania aceite o cargo e a responsabilidade que a sua soberania suportaria. Em segundo lugar que não se adultere, manche, dificulte, ou escamote-e a possibilidade de que a dita alternância se produza mediante a manipulação fraudulenta da opinião pública. Possibilidade que se acrescenta de maneira equacional à medida que o critério, a preparação e a formação daquela diminuem.

A primeira regra, e portanto, a que devemos preservar por cima de qualquer outra consideração e cujo estrito cumprimento devemos exigir aos nossos representantes é a que estabelece que o Governo está para governar e a oposição para opôr-se. Esses são os seus respetivos trabalhos. Que fácil parece e que difícil é que se ponha em prática! Uma verdade evidente e utópica?

Unicamente na confrontação dialética Governo-Oposição expressada sem rodeios nem sectarismos, entendida como regra fundamental em que se sustenta a alternativa e a Demoracia e expressa num bom combate pode este sistema amadurecer e consolidar-se.

Partidos políticos que se enfrentam mediante a dita dialética e que façam dela o elemento enriquecedor do regime democrático; que tenham como objectivo alcançar o poder para concretizar em medidas de Governo o seu programa; que entendam que o poder é esse, o objetivo a conquistar; que aceitem que também se pode ser oposição e cumprir o seu papel como tal; cujas prioridades se baseam em não escamoterar a cidadadania a verdadeira soberania nacional; esses são os partidos que hoje reclamamos.

Uma imprensa independente que faça de correia de transmição dos projetos e ideias livremente expressadas pelo Governo e a oposição para conhecimento geral dos respresentados e encaminhadas para proporcionar-lhes elementos de comparação entre as diversas propostas e, em consequência, serem capazes de produzir critérios próprios nos cidadãos; esta é a imprensa que hoje reclamamos.

Uma cidadania disposta a assumir o seu papel no sistema, responsável da sua soberania, informada, não manipulável, e não sectária, e a que hoje temos que ser.

Tudo isto fará da alternância a ferramenta básica para sair da Crise. Hoje desta e num futuro de qualquer crise, seja qual for o Governo, seja qual for a Oposição.

Sonhar também é necessário.

Equilíbrio Instável

Memória Histórica - 30 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: Estreou "A Flauta Mágica", de Mozart. Julgamentos de Nuremberga condenam onze militares da Alemanha nazi a pena de morte. Fim do bloqueio a Berlim ocidental. Crise dos cartoons de Maomé, publicados num jornal dinamarquês. Nasceram São Jerónimo, Truman Capote, Elie Weisel, Marion Cotillard. Morreu James Dean. Os Box Tops com "The Letter".

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Novela do Outono - Orçamento de Estado 2011

Ministro das Finanças da Suiça, Hans Rudolf Merz versus Portugal



O Ministro das Finanças da Suiça, Hans Rudolf Merz discursou no Parlamento sobre uma nova legislação de carnes temperadas.
A linguagem burocrática do texto radicalizou.
Nem o Ministro levou a sério.
A risada do Ministro das Finanças da Suiça reportava-se à celebre frase de Passos Coelho "nunca pensei ter que dizer o que vou dizer, que não haverá nenhuma outra ocasião no futuro em que o líder do PSD volte a conversar em privado com o Primeiro Ministro sem que existam outras pessoas que possam testemunhar a conversa".

Memória Histórica - 29 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: Nasceu a "Mafalda" de Quino, a menina mais questionadora da BD. O líder soviético Nikita Khrushchev cria uma nova forma de protesto. Morre o Papa João Paulo I. Primeiras eleições gerais em Angola. Nasceram Cervantes e Antonioni. "America", de Leonard Bernstein, tema do musical "West Side Story".

O Primeiro Vuvuzela do PSD