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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Previsões da OCDE - Actividade Económica de Portugal em 2011

Portugal afunda-se, Grécia e Irlanda em recuperação
Dos três países que se encontram em processo de resgate, apenas em Portugal a actividade económica deverá continuar a cair nos próximos meses. Grécia e Irlanda dão sinais de recuperação.

Os indicadores compósitos divulgados, que apontam a tendência de crescimento ou queda a acontecer num período em média à volta de seis meses (entre 4 a 8 meses) - relativos a Portugal voltaram a cair em Dezembro, aprofundando a perspetiva de contracção para o futuro próximo.
Os indicadores compósitos avançados relativos à Irlanda estão a melhorar há três meses e já se encontram acima da média de longo prazo, enquanto na Grécia a melhoria tem-se verificado consecutivamente nos últimos seis meses.
A resposta de Passos Coelho a tudo isto: "Não sejam piegas", "vamos ser a excepção", "estamos no bom caminho", "não vai haver ajustamento custe o que custar", "estamos a aplicar as reformas estruturais necessárias", "vai valer a pena", "temos feito progressos", etc.
Tal como no Ministério da Justiça, Portugal tornou-se um laboratório de experiências.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Portugal - Aumento de Exportações 2012

(clicar imagem)
O Ministro da Economia e Emprego Álvaro Santos Pereira diz que vai impulsionar a exportação dos "Pasteis de Belém" em 2012.
Esperamos que não se esqueça também das "Queijadas de Sintra" e do "Bolo Rei" para alcançarmos os 3% nas exportações.

sábado, 1 de outubro de 2011

E se a Grécia entrar em incumprimento?

Conheça os cenários possíveis do futuro do euro se a Grécia entrar em incumprimento.
O Comissário Olli Rehn voltou a falar em incumprimento desordenado do país.

A perspetiva de um incumprimento ordenado por parte da Grécia, acompanhado da reestruturação da respetiva dívida, começa a ser assumida como uma hipótese real por vários responsáveis europeus, que parecem apenas esperar que a zona euro conclua rapidamente o reforço da capacidade de ação do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) para começar a preparar aquele cenário.
De acordo com a imprensa helénica de ontem, essa possibilidade foi admitida pelo ministro das Finanças do país, num encontro com membros do parlamento. Evangelos Venizelos terá traçado vários cenários, desde um incumprimento desordenado a um incumprimento ordenado com uma reestruturação de 20% ou 50% da dívida pública. Estas informações foram prontamente desmentidas pelo Governo, que reiterou a intenção de cumprir os compromissos assumidos com os credores internacionais.
Desde o princípio que as palavras têm assumido um peso inusitado no desenvolvimento da crise da dívida soberana que ameaça o euro. Por isso, não passou despercebido que no decorrer de um discurso em Washington, na última quinta-feira, Olli Rehn, o comissário europeu responsável pelos assuntos económicos e monetários, não tenha excluído um incumprimento da Grécia, desde que ordenado, ou seja, negociado com os diferentes credores para evitar um colapso puro e simples.
Depois de reiterar que a União "não vai abandonar a Grécia", Rehn voltou a alertar para as consequências globais que teriam "um incumprimento desordenado ou a saída da Grécia da zona euro". Trata-se de alguém "extremamente cauteloso na forma como se exprime", sublinha um diplomata europeu ouvido pelo Expresso, que conclui que a formulação do responsável finlandês "abre claramente a porta a um incumprimento ordenado" por parte da Grécia. A questão é como, quando e em que condições isso poderá acontecer.
O comissário europeu não está sozinho e há quem vá ainda mais longe. "Estamos à beira de uma situação de grande incerteza, senão de incumprimento por parte de um Estado da União Europeia e do euro", afirmou esta semana com todas as letras não um analista, mas o Primeiro-Ministro português. Pedro Passos Coelho acrescentou ainda que Portugal poderá mesmo precisar de um novo pacote de ajuda se "alguma coisa muito negativa acontecer na Grécia".
Para já a prioridade para os europeus continua a ser a implementação dos acordos alcançados no passado dia 21 de Julho, nomeadamente a flexibilização do FEEF, cujo papel será crucial num eventual cenário de incumprimento grego. Mas os progressos continuam a ser lentos e acumulam-se os motivos de preocupação desta nova corrida contra o tempo.

Fonte: Texto publicado na edição do Expresso de 24 Setembro de 2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Confissão de um especulador


Polémica entrevista na BBC, onde o trader Alessio Rastani afirma: "Não temos interesse que controlem a economia. O nosso trabalho é ganhar dinheiro, e eu, sonho com esta crise durante 3 anos".

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Muerte y resurrección de Keynes


Por Julián Pavón.
Video Realizado pelo Gabinete de Tele-Educación de la Universidad Politécnica de Madrid.

sábado, 11 de setembro de 2010

Carta de um cliente a um Banco ... em Portugal

Exmos. Senhores Administradores do Banco...

Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina da Vossa rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da tabacaria, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.

Funcionaria desta forma: todos os senhores e todos os usuários pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, farmácia, mecânico, tabacaria, frutaria, etc.). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao utilizador. Serviria apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade ou para amortizar investimentos. Por qualquer outro produto adquirido (um pão, um remédio, uns litros de combustível, etc.) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até ligeiramente acima do preço de mercado.

Que tal?

Pois, ontem saí do Vosso Banco com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e honestidade. A minha certeza deriva de um raciocínio simples.

Vamos imaginar a seguinte situação: eu vou à padaria para comprar um pão. O padeiro atende-me muito gentilmente, vende o pão e cobra o serviço de embrulhar ou ensacar o pão, assim como todo e qualquer outro serviço. Além disso impõe-se taxas de: Uma “taxa de acesso ao pão”, outra “taxa por guardar pão quente” e ainda uma “taxa de abertura da padaria”. Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.

Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo no meu Banco.

Financiei um carro, ou seja, comprei um produto do negócio bancário.

Os senhores cobram-me preços de mercado, assim como o padeiro cobra-me o preço de mercado pelo pão.

Entretanto, de forma diferente do padeiro, os senhores não se satisfazem cobrando-me apenas pelo produto que adquiri.

Para ter acesso ao produto do Vosso negócio, os senhores cobram-me uma “taxa de abertura de crédito” ― equivalente àquela hipotética “taxa de acesso ao pão”, que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar.

Não satisfeitos, para ter acesso ao pão, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente no Vosso Banco. Para que isso fosse possível, os senhores cobram-me uma “taxa de abertura de conta”.

Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa “taxa de abertura de conta” se assemelharia a uma “taxa de abertura de padaria”, pois só é possível fazer negócios com o padeiro, depois de abrir a padaria.

Antigamente os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como “Papagaios”. Para gerir o “papagaio”, alguns gerentes sem escrúpulos cobravam “por fora”, o que era devido. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu antecipar-se aos gerentes sem escrúpulos. Agora, ao contrário de “por fora” temos muitos “por dentro”.

Pedi um extracto da minha conta ― um único extracto no mês ― os senhores cobram-me uma taxa de 1 Euro. Olhando o extracto, descobri uma outra taxa de 5 Euros “para manutenção da conta” ― semelhante àquela “taxa de existência da padaria na esquina da rua”.

A surpresa não acabou. Descobri outra taxa de 25 Euros a cada trimestre ― uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros mais altos do mundo.

Semelhante àquela “taxa por guardar o pão quente”.

Mas os senhores são insaciáveis.

A prestável funcionária que me atendeu, entregou-me um desdobrável onde sou informado que me cobrarão taxas por todo e qualquer movimento que eu fizer.

Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores se devem ter esquecido de cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de Vosso Banco.

Por favor, esclareçam-me uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?

Depois de eu pagar as taxas correspondentes talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria.

Que a Vossa responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências legais, que os riscos do negócio são muito elevados, etc., etc., etc. e que apesar de lamentarem muito e de nada poderem fazer, tudo o que estão a cobrar está devidamente coberto pela lei, regulamentado e autorizado pelo Banco de Portugal. Sei disso, como sei também que existem seguros e garantias legais que protegem o Vosso negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados.

Sei que são legais, mas também sei que são imorais.

Por mais que estejam protegidos pelas leis, tais taxas são uma imoralidade.

O cartel algum dia vai acabar e cá estaremos depois para cobrar da mesma forma.

Aguardando desde já as Vossas melhores notícias, subscrevo-me,

Atenciosamente
Manuel Magro Pimpão

Nota: Esta carta foi enviada ao Banco... (não quero aqui fazer publicidade), porém devido à criatividade com que foi redigida, deveria ser enviada a todas as Instituições Financeiras, com cópia para o Governo e Povo português.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

As marcas de luxo em Portugal estão a prosperar

Em grande parte isso acontece devido ao fluxo de compras feitas por angolanos. Empresários, militares e funcionários do governo angolano já representam 30% dos clientes de luxo em Portugal.


in "RTP", 19 Novembro 2009

sábado, 15 de agosto de 2009

Oposição afirma que optimisto de Primeiro-Ministro não tem razão

Para os partidos da Oposição o nível de desemprego significa que o Primeiro-Ministro tinha poucas razões para optimismos ao decretar o fim da crise. A Presidente do PSD acrescentou que os valores alcançados são "sintoma" das "políticas profundamente erradas" seguidas por José Sócrates.