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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Fim do euro

Fim do Euro, Recomendações práticas

A saída do euro pode ocorrer de forma muito caótica, podendo levar ao colapso temporário do sistema de pagamentos e de distribuição

O risco de saída de Portugal do euro tem associados múltiplos riscos, dos quais gostaria de salientar três: o risco do colapso temporário do sistema de pagamentos, o risco do colapso temporário do sistema de distribuição de produtos e o risco de perda – definitiva – de valor de inúmeros activos (depósitos à ordem e a prazo, obrigações, acções e imobiliário, entre outros).

Considero que todos os portugueses devem “subscrever” seguros contra estes riscos, tal como fazem um seguro contra o incêndio da sua própria casa. Quando se compra este seguro, o que nos move não é a expectativa de que a nossa casa sofra um incêndio nos meses seguintes, um acontecimento com uma probabilidade muito baixa, mas sim a perda gigantesca que sofreríamos se a nossa habitação ardesse.

Quais são as consequências imediatas de Portugal sair do euro? A nova moeda portuguesa (o luso?) sofreria uma desvalorização face ao euro de, pelo menos, 20%. Todos os depósitos bancários seriam imediatamente transformados em lusos, perdendo, pelo menos, 20% em valor. Todos os depósitos ficariam imediatamente indisponíveis durante algum tempo (dias? semanas?) e não haveria notas e moedas de lusos, porque o nosso governo e o Banco de Portugal não consideram necessário estarmos preparados para essa eventualidade.

O mais provável é que a saída do euro fosse anunciada numa sexta-feira à tarde, havendo apenas o fim-de-semana para tratar da mudança de moeda. Logo, na sexta-feira os bancos retirariam todas as notas de euros das máquinas de Multibanco e quem não tivesse euros em casa ou na carteira ficaria sem qualquer meio de pagamento.

Durante algumas semanas (ou mais tempo) teríamos um colapso do sistema de pagamentos e, provavelmente, também um corte nos fornecimentos. As mercearias e os supermercados ficariam incapazes de se reabastecer, devido às dificuldades associadas à troca de moeda.

Estes “seguros” de que falo, contra este cenário catastrófico, não podem ser comprados em nenhuma companhia de seguros, mas podem ser construídos por todos os portugueses, estando ao alcance de todos, adaptados à sua realidade pessoal.

O que recomendo é algo muito simples que – todos – podem fazer. Ter em casa dinheiro vivo num montante da ordem de um mês de rendimento e a despensa cheia para um mês. Esta ideia de um mês de prevenção é indicativa e pode ser adaptada à realidade de cada família.

Não recomendo que façam isso de forma abrupta, mas lentamente e também em função das notícias que forem saindo. De cada vez que levantarem dinheiro, levantem um pouco mais que de costume e guardem a diferença. De cada vez que fizerem compras tragam mais alguns produtos para a despensa de reserva. Aconselho que procurem produtos com fim de validade em 2013 ou posterior, mas, nos casos em que isso não seja possível, vão gastando os produtos de reserva e trocando-os por outros com validade mais tardia. Desta forma, sem qualquer ruptura, vão construindo calmamente os vossos seguros contra o fim do euro.

Quanto custará este seguro? Pouquíssimo. Em relação ao dinheiro de reserva, o custo é deixarem de receber os juros de depósito à ordem, que ou são nulos ou são baixíssimos. Em relação aos produtos na despensa de reserva, é dinheiro empatado, que também deixa de render juros insignificantes.

Quais são os benefícios deste seguro? Se o euro acabar em 2012, como prevejo, o dinheiro em casa não se desvaloriza, mas o dinheiro no banco perderá, no mínimo, 20% do seu valor. Além disso terá o benefício de poder fazer pagamentos no período de transição, que se prevê extremamente caótico. A despensa também pode prevenir contra qualquer provável ruptura de fornecimentos, garantindo a alimentação essencial no período terrível de transição entre moedas. Parece-me que o benefício de não passar fome é significativo.

E se, por um inverosímil acaso, a crise do euro se resolver em 2012 e chegarmos a 2013 com o euro mais seguro do que nunca? Nesse caso – altamente improvável – a resposta não podia ser mais simples: basta depositar no banco o dinheiro que tem em casa e ir gastando os produtos na despensa à medida das suas necessidades.

Pedro Braz Teixeira, Investigador do NECEP da Universidade Católica

Fonte: http://www.ionline.pt/opiniao/fim-euro-recomendacoes-praticas

Grécia - Recortes

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Vê, Ouve e Cala

Negociatas de bastidores
Numa conversa informal antes de ter início a reunião do Eurogrupo, em Bruxelas, filmada pela TVI, o Ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, disse a Vítor Gaspar, que face ao sucesso negocial relativo ao segundo pacote de ajuda internacional à Grécia, a Alemanha está disponível para rever as condições do acordo assinado com Portugal. Vítor Gaspar agradeceu a disponibilidade da Alemanha para flexibilizar as condições do empréstimo da "troika" a Portugal - "Isso será muito apreciado".
Descoberta a marosca, Wolfgang Schauble já veio dizer que não está previsto qualquer pacote de ajudas adicionais a Portugal, sublinhando que o país está a "cumprir até agora as medidas de austeridade acordadas, como revelam todos os relatórios da troika".
Como sempre, Cavaco Silva não comenta conversa entre ministros das Finanças de Portugal e Alemanha sobre a disponibilidade da Alemanha em rever as condições do acordo assinado com Portugal.
E diz o nosso Aníbal que "Quanto sei, quer a parte portuguesa, quer a parte alemã já esclareceram esse assunto e já lhe deram a verdadeira interpretação das suas palavras, e, portanto, compreende que eu não queira acrescentar absolutamente mais nada àquilo que, quer a parte portuguesa, quer a parte alemã já esclareceu".

Crise na Grécia

Reacção dos gregos à aprovação do "Plano de Austeridade".
Manifestantes gregos escrevem nas paredes
do Banco Central da Grécia.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Facadas alemãs

A chanceler alemã, Angela Merkel, apontou a Madeira como um mau exemplo da aplicação dos fundos estruturais europeus."Quem já esteve na Madeira deve ter ficado convencido de que os fundos estruturais europeus foram bem aplicados na construção de muitos túneis e auto-estradas, mas isso não conduziu a que haja mais competitividade".
Não sabe Angela Merkel que "as verbas dos fundos estruturais não podem ser aplicadas a não ser nas obras, projectos e actividades que mereçam a aprovação da União Europeia e que os regulamentos o permitam, sob pena de o país ou regiões que recebem esses fundos terem de os restituir com penalizações e às vezes bem pesadas e com perda de fundos futuros?" - Guilherme Silva

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Não somos!

(clicar imagem)
"Não somos a Grécia nem Portugal!"
Obama
"Portugal não é a Irlanda!"
Passos Coelho
"Portugal não é a Grécia!"
Miguel Relvas
"Não somos Portugal, não somos a Grécia, não somos a Irlanda!"
Alfredo Pérez Rubalcaba

Angela Merkel na Europa dos Incompetentes

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Economia do Rei Mago Gaspar

Lá vai o Rei Mago Gaspar a Londres restaurar a credibilidade e confiança na economia portuguesa.
Mas que economia portuguesa?
No passado Dezembro de 2011, Vítor Gaspar deu uma palestra sobre o tema "Economia Portuguesa: restaurar a credibilidade e confiança", onde se reuniu com jornalistas, investidores e profissionais do sector financeiro.
Resultados desses contactos: nenhum.
Hoje volta à carga com outra palestra sobre o mesmo tema - "Economia Portuguesa: restaurar a credibilidade e confiança", na London School of Economics.
Resultados: nenhum.
Mas quem é que acredita nesta economia portuguesa?

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Invasão à Grécia e Portugal

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Segundo um documento que defende a ocupação de Atenas divulgado pelo “Financial Times”, o número dois do governo alemão Philipp Roesler, afirmou que a troco de um segundo programa da troika, um comissário europeu do orçamento seria investido de funções governativas em Atenas, retirando ao governo legítimo funções essenciais - “Precisamos de maior liderança e monitorização relativamente à implantação das reformas. Se os gregos não estão a ser capazes de conseguir isto, então terá de haver uma liderança mais forte vinda de fora, por exemplo, da União Europeia”. Para ter acesso ao segundo programa de resgate, a Grécia terá de ser obrigada “a transferir a soberania nacional para a União Europeia, em matéria de orçamento, durante algum tempo”.

Segundo a Reuters, esta tentativa alemã de governar Atenas pode ser estendida a outros países, como Portugal. Uma fonte do governo alemão disse à agência que esta proposta não se destina apenas à Grécia, mas a outros países da zona euro em dificuldades que recebem ajuda financeira e não são capazes de atingir os objectivos que acordaram.

O Governo grego ficou em estado de choque com a ameaça da próxima ocupação e de imediato o Ministro grego das Finanças pediu à Alemanha para não acordar fantasmas antigos – a Grécia esteve ocupada pelas tropas nazis durante a II Guerra. “Quem põe um povo perante o dilema de escolher entre assistência económica e dignidade nacional está a ignorar algumas lições básicas da História”, lembrando que “a integração europeia se baseia na paridade institucional dos estados-membros e no respeito da sua identidade nacional e dignidade. Este princípio fundamental aplica-se integralmente aos países que passam por períodos de crise e têm necessidade de assistência dos seus parceiros para o benefício de toda a Europa e zona euro em particular”.

Reacções do Governo português: Serão bem recebidos. Somos um povo sereno.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Lágrimas da Credibilidade


A Ministra italiana dos Assuntos Sociais, Elsa Fornero, chorou ao anunciar as medidas de austeridade para 2012.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Referendo - Jogada genial de Papandreou

Manuel Maria Carrilho defendeu na TVI24 que a decisão de Papandreou de levar a referendo uma nova ajuda externa à Grécia, foi uma "jogada genial", uma vez que devolve ao povo o poder da decisão, ou seja, o factor democracia. "Eu acho que no poker europeu é uma jogada genial, um lance genial de Papandreou. No sentido em que vai alterar os dados, todos os dados do jogo. Introduz um factor que é a democracia".
Carrilho considerou ainda que Papandreou não tem nada a perder. "Eu não compreendo que se esteja a dizer aos gregos, há não sei quantos meses, paguem as dívidas, e quando se apela ao voto, se diga: não se pode, os gregos não podem decidir o seu destino. Colocaram Papandreou numa situação que ele não tem nada a perder".

Em Setembro, Passos Coelho não afastava a possibilidade de um novo pedido de ajuda externa a Portugal face a um cenário inesperado da Grécia. "Estamos à beira de uma situação de grande incerteza, senão de incumprimento por parte de um Estado da União Europeia e do euro, pelo que essa situação poderia trazer para Portugal consequências desastrosas, sobretudo ao nível do financiamento da banca e da economia, que é uma situação que precisamos de nos proteger", (...) "se alguma coisa muito negativa acontecer na Grécia, poderá haver necessidade de reforço da ajuda do sistema financeiro português e até do próprio Programa de Assistência Externa".

Pois, neste cenário, está na hora de lançar um cartão vermelho ao Governo de Passos e exigir um "Referendo".

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Captura de Kadhafi

A Reuters está a avançar que o antigo líder da Líbia foi capturado, que adianta igualmente que Kadhafi foi ferido em ambas as pernas.
"Ele foi capturado. Está ferido em ambas as pernas. Foi levado de ambulância", assinalou a autoridade do Conselho de Transição Nacional em entrevista telefónica à Reuters.

Mais um ditador capturado.