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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Baby-Sitter de Cristiano Ronaldo

Gestora de imagem de Cristiano Ronaldo, colaboradora do empresário Jorge Mendes e filha de Armando Vara, ex-Ministro da Juventude e Desporto. E esta... heinnnn?


in "Nova Gente", 16 Novembro 2009

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Que orgulho tenho! Luís Sá Silva um Angolanao entre outros!

Um Angolano no "O Campeonato Asiático de Fórmula Renault 2.0"



Luís Sá Silva, uma das grandes esperanças do automobilismo de Angola, chegou a acordo com a Asia Racing Team (ART Motorsports) para participar na temporada 2009 do Campeonato Asiático de Fórmula Renault 2.0.
Após ter conquistado a quarta posição no campeonato a temporada passada, o piloto angolano de 18 anos regressa à equipa que o lançou no automobilismo em 2006. Sá Silva parte com ambições bem definidas e com os olhos postos no título, numa época em que competirá em dois continentes, Europa e Ásia.
"É bom regressar à casa que me viu dar os primeiros passos no automobilismo e ter a consciência de que posso contar com um grupo de trabalho competente e altamente qualificado. Este ano parto com ambição redobrada e ciente de que com a experiência adquirida e muito trabalho posso lutar pelo título. Espero poder dar muitas alegrias aos Angolanos", afirma o piloto.
Baseada no Circuito Internacional de Zhuhai, a Asia Racing Team, fundada em Macau no ano de 2003, é uma das mais reputadas equipas de automobilismo no continente asiático. Para além da disciplina de Fórmula Renault 2.0, onde tem somado diversos sucessos, a equipa macaense, por onde passou o actual piloto de Fórmula 1 Kazuki Nakajima, também participa no campeonato Fórmula BMW Pacifico e na Taça Porsche Carrera Ásia. Paralelamente com as actividades desportivas, a Ásia Racing Team também organiza a mais reputada "Racing School" do sudeste asiático.
Para o Team Manager da Asia Racing Team, Philippe Descombes, a contratação de Luís Sá Silva é uma garantia que a equipa macaense vai lutar pelo ceptro do campeonato. "Estou bastante satisfeito por termos conseguido os serviços do Luís para esta época. Ele começou a carreira connosco há três anos e nós sabemos que ele tem o andamento e o talento para ser uma mais valia para equipa. Somos realistas, a concorrência é forte e é preciso muito trabalho e dedicação, mas reconhecemos que temos ambições altas para esta temporada", disse Descombes.
O Campeonato Asiático de Fórmula Renault 2.0 é composto por seis jornadas duplas (12 corridas), passando por circuitos tão diversos como a pista de Fórmula 1 de Xangai, o traçado do A1 GP de Chengdu, a nova pista citadina do A1 GP em Pequim e o novo circuito que está a ser construído nos arredores de Cantão. A primeira corrida da temporada está agendada para o fim-de-semana de 23 e 24 de Maio no Circuito Internacional de Xangai.

in "Auto Sport"

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O Triunfo da Imbecilidade


Ao ver a transmissão em directo da chegada de Ronaldo ao estádio do Real Madrid pudemos aprofundar o receio de que as sociedades avançadas estão empenhadamente a caminho da imbecilização. A veneração dos ídolos criada pelo marketing e pela devoção futebolística justifica tudo, até honras de directos que os revelam à saída do hotel, os mostram na simples qualidade de passageiros de um automóvel descapotável, os transformam em Deuses do novo Olimpo dos tempos modernos que são os estádios de futebol.
O dia de hoje é um manifesto da capacidade do Real Madrid em vender a sua imagem ao mundo, mas é também a prova de acefalia das televisões que vêem nesse negócio uma forma de lucrarem à custa da alarve disponibilidade das multidões para perderem minutos, horas, das suas vidas a seguir de perto qualquer banalidade quotidiana da vida de um ídolo.
Já ninguém pensa em remunerar com fama os cientistas, ou os músicos, até num país, como o nosso, que tem entre as suas poucas glórias o facto de eleger um poeta como símbolo do seu dia nacional. A vida não se faz apenas de altos desígnios, da grandeza da ciência ou da genialidade das artes. A vida faz-se também com paixões prosaicas como as que os grandes dribles ou remates de Ronaldo proporcionam. Mas uma coisa é exaltá-lo no seu palco, no relvado onde exprime o seu talento. Outra é pegar nesse talento para o transformar numa espécie de Deus vivo cujos gestos mais ínfimos têm de merecer a nossa atenção.
O que hoje se viu na multiplicação de directos de Ronaldo é o aproveitamento de um génio para chegar a uma criação artificial que rende audiências e, por causalidade, dinheiro. Muito dinheiro. Nada disto seria censurável se o peso do exagero não convertesse o desfile num episódio que suscita asco e lamento.
Ronaldo não tem culpa, nem o Real Madrid, ou, com alguma complacência, as televisões. Quem tem, afinal, culpa é a cultura dominante que cada vez mais relativiza o essencial e se deleita com a imbecilidade. Oitenta mil em Madrid para ver Ronaldo no Santiago Bernabéu e mais uns milhões a seguir pela TV o seu percurso até à sacralização? Pobre Espanha, pobres de nós.

Crónica de Manuel Carvalho
in "Público", 06 Julho 2009