segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Porte-se Com Juízinho vs Crítica Sem Juízo

No Primeiro Debate Quinzenal

"Não tenha esse comportamento nervoso, é um comportamento impróprio. Eu digo-o aos meus filhos e digo-lhe a si, porte-se com juízinho. Não me interrompa, (...) o seu dever é ouvir", afirmou José Sócrates para Paulo Portas, motivando uma troca acesa de palavras.
José Sócrates já tinha manifestado irritação com os apartes do líder do CDS-PP durante a sua intervenção em resposta à bancada do PS, criticando o "histerismo" da bancada do CDS.
in "Diário de Notícias", 4D 2009

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Dificuldade de Governar - Bertold Brecht

1

Todos os dias os ministros dizem ao povo
Como é difícil governar. Sem os ministros
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas
Se o chanceler não fosse tão inteligente. Sem o ministro da Propaganda
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida. Sem o ministro da Guerra
Nunca mais haveria guerra. E atrever-se ia a nascer o sol
Sem a autorização do Führer?
Não é nada provável e se o fosse
Ele nasceria por certo fora do lugar.

2

E também difícil, ao que nos é dito,
Dirigir uma fábrica. Sem o patrão
As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado
Ele nunca chegaria ao campo sem
As palavras avisadas do industrial aos camponeses: quem,
De outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados? E que
Seria da propriedade rural sem o proprietário rural?
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.

3

Se governar fosse fácil
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer.
Se o operário soubesse usar a sua máquina
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
E só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.

4

Ou será que
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?

Espanha vs. Portugal

Espanha saúda com a esquerda e Portugal responde com a direita...


in "Diário de Notícias", 1D 2009

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Escutas telefónicas Armando Vara vs Sócrates

As gravações circulam no domínio público e só falta agora a sua transcrição.




in "Correio da Manhã", 20 Novembro 2009

As marcas de luxo em Portugal estão a prosperar

Em grande parte isso acontece devido ao fluxo de compras feitas por angolanos. Empresários, militares e funcionários do governo angolano já representam 30% dos clientes de luxo em Portugal.


in "RTP", 19 Novembro 2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Baby-Sitter de Cristiano Ronaldo

Gestora de imagem de Cristiano Ronaldo, colaboradora do empresário Jorge Mendes e filha de Armando Vara, ex-Ministro da Juventude e Desporto. E esta... heinnnn?


in "Nova Gente", 16 Novembro 2009

Fugas de Informação Selectivas

Dubai Fountain - Andrea Bocelli & Sarah Brightman

Fonte mais cara do Mundo no Dubai. Esta nova fonte de $217 milhões de dólares tem mais de 270m de comprimento, tem 6600 luzes, 50 projectores coloridos, e é capaz de projectar jactos de água a 150m de altura. O resultado... no video.
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Quem o viu e quem o vê.


in "Correio da Manhã", 18 Novembro 2009

Mariza - Ó Gente da Minha Terra

Ó gente da minha terra... É sempre gratificante escutar e emocionarmo-nos.
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Fado de Amália Rodrigues, "Ó Gente da Minha Terra", ao vivo em Lisboa - Torre de Belém.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A Cabeça do Polvo


O sistema judicial português enfrenta o imenso desafio de não deixar que o "Face Oculta" se torne numa segunda Casa Pia. Até aqui o processo tem tido um avanço modelar. Não houve interferências políticas. Lopes da Mota não veio de Bruxelas discutir com os seus pares metodologias de arquivamento e, no que foi uma excelente janela de oportunidade de afirmação de independência, não havia sequer Ministro da Justiça na altura em que o País soube da enormidade do que se estava a passar no mundo da sucata. Mas, há ainda um perturbante sinal de identidade com a Casa Pia. É que o único detido, até aqui, é o equivalente ao Bibi e Manuel Godinho, o sucateiro, no mundo da alta finança política não pode ser muito mais do que Carlos Silvino foi no mundo da pedofilia. Ambos serviram amos exigentes, impiedosos e conhecedores que tentaram, e tentam, manter a face oculta. É preciso ter em mente que as empresas públicas são organizações complexas. Foram concebidas para ser complicadas. Com os tempos foram-se tornando cada vez mais sinuosas. Nas EPs, as tecnoestruturas, que Kenneth Galbraith identificou e descreveu como o cancro das grandes organizações, ocupam tudo e têm-se multiplicado, imunes a qualquer conceito de racionalidade democrática, num universo onde não conta o bom senso ou a lógica de produtividade. Parecem ter um único fim: servirem-se a si próprias. Realmente já não são fiscalizáveis. Nas zonas onde era possível algum controlo foram-se inventando compartimentos labirínticos para o neutralizar, com centros de custos onde se lançam verbas no pretexto teórico de elaborar contabilidades analíticas, mas cujo efeito prático é tornar impenetráveis os circuitos por onde se esvai o dinheiro público. Há sempre mais um campo a preencher em formulários reinventados constantemente onde as rubricas de gente que de facto é inimputável são necessárias para manter os monstros a funcionar. Sem controlo eficaz, nas empresas públicas é possível roubar tudo. Uma resma de papel A4, uma caneta BIC, um milhão de Euros, uma auto-estrada ou uma ponte. Tudo isto já foi feito. Por isso mais de metade do produto do trabalho dos portugueses está a fugir por esse mundo soturno que muito poucos dominam. Por causa disso, grande parte do património nacional é já propriedade dos conglomerados político-financeiros que hoje controlam o País. Por tudo isto é inconcebível que Manuel Godinho tenha sido o cérebro do polvo que durante anos esteve infiltrado nas maiores empresas do Estado. Ele nunca teria conhecimentos técnicos para o conseguir ser. Houve quem o mandasse fazer o que fez. Godinho saberá subornar com de sacos de cimento um Guarda-republicano corrupto ou disfarçar com lixo fedorento resíduos ferrosos roubados (pags 8241 e 8244 do despacho judicial). Saberá roubar fio de cobre e carris de caminho de ferro. Mas Godinho não é mais do que um executor empenhado e bem pago de uma quadrilha de altos executivos, conhecedores do sistema e das suas vulnerabilidades, que mandou nele. É preciso ir aos responsáveis pelas empresas públicas e aos ministérios que as tutelam. Nas finanças públicas, Manuel Godinho não é mais do que um Carlos Silvino da sucata. Se se deixar instalar a ideia de que ele é o centro de toda a culpa e que morto este bicho está morta esta peçonha, as faces continuarão ocultas. E a verdade também
Mário Crespo,“Jornal de Notícias”, 9 Novembro 2009

O que une António Preto e José Sócrates?


Empresário no caso da mala de dinheiro foi sócio do Primeiro-Ministro num negócio de bombas de gasolina.
O empresário socialista Sobral de Sousa, acusado com o social-democrata António Preto no "caso da mala", foi sócio de José Sócrates, Armando Vara e Rui Vieira (dirigente nacional do PS e marido de Edite Estrela) no início dos anos 90.
Associaram-se na empresa Sovenco, na Amadora, e António Manuel Simões Costa, fundador do PS/Lisboa, foi o mentor da empresa que teve vida curta.
António Preto conheceria Sobral mais tarde, em 1997, e garante: "Nunca me disse que conhecia Sócrates ou Vara". Simões explicou ao "Expresso" como nasceu a Sovenco e o que o aproximou dos demais sócios: "Conheci-os nas campanhas do partido e estivemos todos com Guterres". O partido aproximou-os e Guterres uniu-os. Mas também os haveria de separar. Sócrates, Vara e Rui Vieira prosseguiram a carreira política. O primeiro chegou a líder do partido e do Governo, o segundo foi ministro de Guterres e fez carreira na banca, e Rui Vieira chegou à direcção nacional do PS e a deputado.
Sobral de Sousa foi conciliando a vida política com a empresarial e dele Manuel Simões lembra-se do primeiro grande negócio: "Um dia veio ter comigo e perguntou-me se queria entrar na compra de um terreno na Figueira da Foz". Simões não se entusiasmou. "Fui burro. Ele e o João (antigo presidente da União de Leiria) já o tinham vendido antes mesmo de o comprar. Não gastaram dinheiro e ganharam 140 mil contos cada".
Mas o veterano na política era Manuel Simões: "Fui assessor do Ministro do Trabalho Costa Martins em 1975, transitei para o mandato de Marcelo Curto, fui o primeiro dirigente da FAUL" e, garante, se o PS tem uma sede na Buraca a ele o deve: "Fui eu que a comprei" .
- Amigos do Parlamento -
Em 1989, ano de fundação da Sovenco, Sócrates e Vara já tinham consolidado uma amizade feita no Parlamento, enquanto deputados. Então porquê esta incursão no mundo empresarial? Simões lembra uma conjugação de factores: "Cavaco Silva governava com maioria absoluta. E, entretanto, os suecos, com quem eu tinha boas relações, sugeriram-me que arranjasse quem representasse os pneus Jislaved e as jantes Ronal".
Lembrou-se destes sócios por razões diferentes: "Sobral foi o responsável pela implantação do Círculo de Leitores. Vendi-lhes milhares de contos em peças de cristal; Rui Vieira trabalhava numa seguradora em Leiria, onde eu tinha uma fábrica; Sócrates e Vara conhecia-os das campanhas do PS. Éramos todos amigos e próximos de Guterres".
Pneus, jantes e estações de serviço
Recorda-se de Sócrates e Vara terem chegado ao pé dele e de lhe terem pedido apoio para darem início a uma vida empresarial. Simões sugeriu que se juntassem a ele na representação dos pneus, de jantes e da compra de terrenos para construção de estações de serviço. O negócio foi-se fazendo, ainda que a empresa tenha sido encerrada e todo o seu património integrado numa outra (ANSIEL). Mas, diz Simões, Sócrates, Vara e Vieira pouco tempo ficaram.
"Ao fim de um ano vieram ter comigo e disseram-me que Guterres lhes tinha apresentado um projecto para ganhar o partido. Respondi-lhes que se aceitassem deviam deixar a empresa. Mas tal como entraram sairam, não fizeram um negócio que fosse e o património que havia foi o que ficou". Manuel Simões ficou na empresa e não tem razões de queixa. Com a Dinara, empresa de troféus de cristal faz negócio "com quase todas as autarquias, excepto a da Amadora", apesar de conhecer bem o presidente Joaquim Raposo: "Conheço-o, ainda ele era taxista", diz.
A amizade com os restantes ficou e Simões caracteriza-os: "Sócrates é decidido, mas incapaz de violar princípios; Vara é voluntarioso e criativo e Sobral um negociante nato que gosta muito de dinheiro".
Humberto Costa, "Expresso", 12 Novembro 2009

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

António Preto - O Homem da Mala


Há alcunhas que colam à pele como uma cicatriz.
Seja qual for o resultado do julgamento onde vai responder por fraude fiscal e falsificação de documentos, António Preto será sempre o homem da mala.
Segundo a acusação do Ministério Público, o deputado do PSD e candidato às próximas eleições legislativas, recebeu cerca de €40 mil em notas de dois empresários - Virgílio Sobral de Sousa e Jorge Silvério, também arguidos no processo. O dinheiro, sempre de acordo com o MP, destinava-se a financiar a campanha de António Preto para a liderança da distrital de Lisboa do PSD e foi entregue numa mala.
"Uma mala? Estou a ver dinheiro como nunca vi na vida, meu Deus!", admirou-se António Preto numa conversa telefónica com Sobral de Sousa, “apanhada” pela PJ. A escuta foi publicada nos jornais e a alcunha estava inventada.
O processo tem sido marcado por mais episódios risíveis: Preto é acusado de falsificar a assinatura da mulher numa declaração de IRS. Foi convocado para fazer uma perícia na PJ e apareceu com o braço direito engessado desde o pulso até ao ombro, porque teria um edema. Não podia assinar nada. Apresentou uma justificação assinada por um médico do serviço de Cirurgia Vascular do Hospital de Santa Marta, Edgar Berdeja, que era cunhado de António Preto e foi acusado de má prática pela Ordem dos Médicos: um edema não necessita de gesso para ser tratado.
A procuradora do processo, Leonor Furtado, agastada por não ter provas suficientes para acusar o político de corrupção criticou, por escrito, a actuação da PJ: "Não desenvolveu actividade investigatória relevante e não manifestou disponibilidade para de forma célere e empenhada coadjuvar o Ministério Público e o juiz de instrução criminal".
A acusação está pronta desde Novembro de 2005, mas os sucessivos recursos atrasaram o início do julgamento que deve arrancar ainda esta semana.
Rui Gustavo, "Expresso", 12 Novembro 2009

Os Intocáveis - Mário Crespo


Os Intocáveis

O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.
Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.
O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (…)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.
Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca!
Mário Crespo

A "Face Oculta" e a Justiça


A teia Socialista

Para quando a "Teia do PSD"?

in "Diabo", 10 Novembro 2009

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Berliner Mauer † (1961 - 1989)


Berlim - O Grito da Liberdade

Estatística em Portugal


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Vara deixa Presidência do Millenium

No decurso da operação «Face oculta» foram efectuadas 30 buscas, domiciliárias e a postos de trabalho, e 14 pessoas foram constituídas arguidas, incluindo Armando Vara



O pedido de suspensão de mandato de Armando Vara no BCP vai aplicar-se também à presidência do Millenium Angola, disse à Lusa fonte próxima do processo.
Uma situação que ocorre naturalmente, já que os cargos que Armando Vara ocupava – a presidência do Millenium Angola e a vice-presidência do Banco Internacional de Moçambique – eram em representação do banco português.
Por ter efeitos imediatos, a mesma fonte avançou ainda que a suspensão representará um corte na remuneração deste responsável no BCP, até alteração, ou não, desta situação.
Em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o presidente do Conselho Geral e de Supervisão do Millennium BCP adianta que recebeu terça-feira, “com efeitos imediatos, um pedido de suspensão do mandato como vice-presidente e membro do conselho de administração executivo que lhe foi apresentado” por Armando Vara.
Este pedido “será submetido à reunião do Conselho Geral de Supervisão do próximo dia 11 de Novembro”, conclui Luís de Melo Champalimaud, no comunicado.
A Polícia Judiciária (PJ) desencadeou no dia 28 de Outubro a operação “Face Oculta” em vários pontos do país, no âmbito de uma investigação relacionada com alegados crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado o empresário Manuel José Godinho, que está em prisão preventiva, no quadro deste processo.
No decurso da operação foram efectuadas cerca de 30 buscas, domiciliárias e a postos de trabalho, e 14 pessoas foram constituídas arguidas, incluindo Armando Vara, vice-presidente do Millennium BCP, José Penedos, presidente da Rede Eléctrica Nacional (REN), e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA, de Manuel José Godinho.
Um administrador da Indústria de Desmilitarização da Defesa (IDD) também foi constituído arguido no processo “Face Oculta”, segundo o Presidente da EMPORDEF, a holding das indústrias de defesa portuguesas.

Texto: Manuela Sousa Guerreiro
Foto: Bruno Barata
in “Semanário Novo Jornal (Angola)”, pág. 4, 6 Novembro 2009

"Behind The Wall" "Por Detrás do Muro de Berlim" - IX Episódio

"Behind The Wall" "Por Detrás do Muro de Berlim" - VIII Episódio

"Behind The Wall" "Por Detrás do Muro de Berlim" - VII Episódio

"Behind The Wall" "Por Detrás do Muro de Berlim" - VI Episódio

"Behind The Wall" "Por Detrás do Muro de Berlim" - V Episódio

"Behind The Wall" "Por Detrás do Muro de Berlim" - IV Episódio

"Behind The Wall" "Por Detrás do Muro de Berlim" - III Episódio

III Episódio

"Behind The Wall" "Por Detrás do Muro de Berlim" - II Episódio

II Episódio

"Behind The Wall" "Por Detrás do Muro de Berlim" - 9 Episódios

I Episódio - Breve documentário sobre o concerto que ofereceu Roger Waters em Berlin, em 1990, baseado no album e filme de Pink Floyd - "The Wall"

Declaração Vara - "Suspenção"... "Suspensão"... Eis a Questão


Armando Vara, melhor, o Dr. Armando Vara, um turbo-licenciado à pressa na Independente (apenas 2 dias antes de assumir a Direcção na CGD) no mesmo tempo de Sócrates, pede a "suspenção" do seu mandato (e não a "suspensão")!

Que bem escreve este Doutor...


Agradecimento a Manuel Pinto.

Dia Internacional Contra a Corrupção I

O dia 9 de Dezembro 2003 é um marco internacional. Foi nesta data que 110 países assinaram a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, em Mérida (Mexico). Desde então, a data tornou-se o "Dia Internacional Contra a Corrupção".
Portugal necessita comemorar esta data.