sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Escutas telefónicas Armando Vara vs Sócrates

As gravações circulam no domínio público e só falta agora a sua transcrição.




in "Correio da Manhã", 20 Novembro 2009

As marcas de luxo em Portugal estão a prosperar

Em grande parte isso acontece devido ao fluxo de compras feitas por angolanos. Empresários, militares e funcionários do governo angolano já representam 30% dos clientes de luxo em Portugal.


in "RTP", 19 Novembro 2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Baby-Sitter de Cristiano Ronaldo

Gestora de imagem de Cristiano Ronaldo, colaboradora do empresário Jorge Mendes e filha de Armando Vara, ex-Ministro da Juventude e Desporto. E esta... heinnnn?


in "Nova Gente", 16 Novembro 2009

Fugas de Informação Selectivas

Dubai Fountain - Andrea Bocelli & Sarah Brightman

Fonte mais cara do Mundo no Dubai. Esta nova fonte de $217 milhões de dólares tem mais de 270m de comprimento, tem 6600 luzes, 50 projectores coloridos, e é capaz de projectar jactos de água a 150m de altura. O resultado... no video.
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Quem o viu e quem o vê.


in "Correio da Manhã", 18 Novembro 2009

Mariza - Ó Gente da Minha Terra

Ó gente da minha terra... É sempre gratificante escutar e emocionarmo-nos.
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Fado de Amália Rodrigues, "Ó Gente da Minha Terra", ao vivo em Lisboa - Torre de Belém.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A Cabeça do Polvo


O sistema judicial português enfrenta o imenso desafio de não deixar que o "Face Oculta" se torne numa segunda Casa Pia. Até aqui o processo tem tido um avanço modelar. Não houve interferências políticas. Lopes da Mota não veio de Bruxelas discutir com os seus pares metodologias de arquivamento e, no que foi uma excelente janela de oportunidade de afirmação de independência, não havia sequer Ministro da Justiça na altura em que o País soube da enormidade do que se estava a passar no mundo da sucata. Mas, há ainda um perturbante sinal de identidade com a Casa Pia. É que o único detido, até aqui, é o equivalente ao Bibi e Manuel Godinho, o sucateiro, no mundo da alta finança política não pode ser muito mais do que Carlos Silvino foi no mundo da pedofilia. Ambos serviram amos exigentes, impiedosos e conhecedores que tentaram, e tentam, manter a face oculta. É preciso ter em mente que as empresas públicas são organizações complexas. Foram concebidas para ser complicadas. Com os tempos foram-se tornando cada vez mais sinuosas. Nas EPs, as tecnoestruturas, que Kenneth Galbraith identificou e descreveu como o cancro das grandes organizações, ocupam tudo e têm-se multiplicado, imunes a qualquer conceito de racionalidade democrática, num universo onde não conta o bom senso ou a lógica de produtividade. Parecem ter um único fim: servirem-se a si próprias. Realmente já não são fiscalizáveis. Nas zonas onde era possível algum controlo foram-se inventando compartimentos labirínticos para o neutralizar, com centros de custos onde se lançam verbas no pretexto teórico de elaborar contabilidades analíticas, mas cujo efeito prático é tornar impenetráveis os circuitos por onde se esvai o dinheiro público. Há sempre mais um campo a preencher em formulários reinventados constantemente onde as rubricas de gente que de facto é inimputável são necessárias para manter os monstros a funcionar. Sem controlo eficaz, nas empresas públicas é possível roubar tudo. Uma resma de papel A4, uma caneta BIC, um milhão de Euros, uma auto-estrada ou uma ponte. Tudo isto já foi feito. Por isso mais de metade do produto do trabalho dos portugueses está a fugir por esse mundo soturno que muito poucos dominam. Por causa disso, grande parte do património nacional é já propriedade dos conglomerados político-financeiros que hoje controlam o País. Por tudo isto é inconcebível que Manuel Godinho tenha sido o cérebro do polvo que durante anos esteve infiltrado nas maiores empresas do Estado. Ele nunca teria conhecimentos técnicos para o conseguir ser. Houve quem o mandasse fazer o que fez. Godinho saberá subornar com de sacos de cimento um Guarda-republicano corrupto ou disfarçar com lixo fedorento resíduos ferrosos roubados (pags 8241 e 8244 do despacho judicial). Saberá roubar fio de cobre e carris de caminho de ferro. Mas Godinho não é mais do que um executor empenhado e bem pago de uma quadrilha de altos executivos, conhecedores do sistema e das suas vulnerabilidades, que mandou nele. É preciso ir aos responsáveis pelas empresas públicas e aos ministérios que as tutelam. Nas finanças públicas, Manuel Godinho não é mais do que um Carlos Silvino da sucata. Se se deixar instalar a ideia de que ele é o centro de toda a culpa e que morto este bicho está morta esta peçonha, as faces continuarão ocultas. E a verdade também
Mário Crespo,“Jornal de Notícias”, 9 Novembro 2009

O que une António Preto e José Sócrates?


Empresário no caso da mala de dinheiro foi sócio do Primeiro-Ministro num negócio de bombas de gasolina.
O empresário socialista Sobral de Sousa, acusado com o social-democrata António Preto no "caso da mala", foi sócio de José Sócrates, Armando Vara e Rui Vieira (dirigente nacional do PS e marido de Edite Estrela) no início dos anos 90.
Associaram-se na empresa Sovenco, na Amadora, e António Manuel Simões Costa, fundador do PS/Lisboa, foi o mentor da empresa que teve vida curta.
António Preto conheceria Sobral mais tarde, em 1997, e garante: "Nunca me disse que conhecia Sócrates ou Vara". Simões explicou ao "Expresso" como nasceu a Sovenco e o que o aproximou dos demais sócios: "Conheci-os nas campanhas do partido e estivemos todos com Guterres". O partido aproximou-os e Guterres uniu-os. Mas também os haveria de separar. Sócrates, Vara e Rui Vieira prosseguiram a carreira política. O primeiro chegou a líder do partido e do Governo, o segundo foi ministro de Guterres e fez carreira na banca, e Rui Vieira chegou à direcção nacional do PS e a deputado.
Sobral de Sousa foi conciliando a vida política com a empresarial e dele Manuel Simões lembra-se do primeiro grande negócio: "Um dia veio ter comigo e perguntou-me se queria entrar na compra de um terreno na Figueira da Foz". Simões não se entusiasmou. "Fui burro. Ele e o João (antigo presidente da União de Leiria) já o tinham vendido antes mesmo de o comprar. Não gastaram dinheiro e ganharam 140 mil contos cada".
Mas o veterano na política era Manuel Simões: "Fui assessor do Ministro do Trabalho Costa Martins em 1975, transitei para o mandato de Marcelo Curto, fui o primeiro dirigente da FAUL" e, garante, se o PS tem uma sede na Buraca a ele o deve: "Fui eu que a comprei" .
- Amigos do Parlamento -
Em 1989, ano de fundação da Sovenco, Sócrates e Vara já tinham consolidado uma amizade feita no Parlamento, enquanto deputados. Então porquê esta incursão no mundo empresarial? Simões lembra uma conjugação de factores: "Cavaco Silva governava com maioria absoluta. E, entretanto, os suecos, com quem eu tinha boas relações, sugeriram-me que arranjasse quem representasse os pneus Jislaved e as jantes Ronal".
Lembrou-se destes sócios por razões diferentes: "Sobral foi o responsável pela implantação do Círculo de Leitores. Vendi-lhes milhares de contos em peças de cristal; Rui Vieira trabalhava numa seguradora em Leiria, onde eu tinha uma fábrica; Sócrates e Vara conhecia-os das campanhas do PS. Éramos todos amigos e próximos de Guterres".
Pneus, jantes e estações de serviço
Recorda-se de Sócrates e Vara terem chegado ao pé dele e de lhe terem pedido apoio para darem início a uma vida empresarial. Simões sugeriu que se juntassem a ele na representação dos pneus, de jantes e da compra de terrenos para construção de estações de serviço. O negócio foi-se fazendo, ainda que a empresa tenha sido encerrada e todo o seu património integrado numa outra (ANSIEL). Mas, diz Simões, Sócrates, Vara e Vieira pouco tempo ficaram.
"Ao fim de um ano vieram ter comigo e disseram-me que Guterres lhes tinha apresentado um projecto para ganhar o partido. Respondi-lhes que se aceitassem deviam deixar a empresa. Mas tal como entraram sairam, não fizeram um negócio que fosse e o património que havia foi o que ficou". Manuel Simões ficou na empresa e não tem razões de queixa. Com a Dinara, empresa de troféus de cristal faz negócio "com quase todas as autarquias, excepto a da Amadora", apesar de conhecer bem o presidente Joaquim Raposo: "Conheço-o, ainda ele era taxista", diz.
A amizade com os restantes ficou e Simões caracteriza-os: "Sócrates é decidido, mas incapaz de violar princípios; Vara é voluntarioso e criativo e Sobral um negociante nato que gosta muito de dinheiro".
Humberto Costa, "Expresso", 12 Novembro 2009

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

António Preto - O Homem da Mala


Há alcunhas que colam à pele como uma cicatriz.
Seja qual for o resultado do julgamento onde vai responder por fraude fiscal e falsificação de documentos, António Preto será sempre o homem da mala.
Segundo a acusação do Ministério Público, o deputado do PSD e candidato às próximas eleições legislativas, recebeu cerca de €40 mil em notas de dois empresários - Virgílio Sobral de Sousa e Jorge Silvério, também arguidos no processo. O dinheiro, sempre de acordo com o MP, destinava-se a financiar a campanha de António Preto para a liderança da distrital de Lisboa do PSD e foi entregue numa mala.
"Uma mala? Estou a ver dinheiro como nunca vi na vida, meu Deus!", admirou-se António Preto numa conversa telefónica com Sobral de Sousa, “apanhada” pela PJ. A escuta foi publicada nos jornais e a alcunha estava inventada.
O processo tem sido marcado por mais episódios risíveis: Preto é acusado de falsificar a assinatura da mulher numa declaração de IRS. Foi convocado para fazer uma perícia na PJ e apareceu com o braço direito engessado desde o pulso até ao ombro, porque teria um edema. Não podia assinar nada. Apresentou uma justificação assinada por um médico do serviço de Cirurgia Vascular do Hospital de Santa Marta, Edgar Berdeja, que era cunhado de António Preto e foi acusado de má prática pela Ordem dos Médicos: um edema não necessita de gesso para ser tratado.
A procuradora do processo, Leonor Furtado, agastada por não ter provas suficientes para acusar o político de corrupção criticou, por escrito, a actuação da PJ: "Não desenvolveu actividade investigatória relevante e não manifestou disponibilidade para de forma célere e empenhada coadjuvar o Ministério Público e o juiz de instrução criminal".
A acusação está pronta desde Novembro de 2005, mas os sucessivos recursos atrasaram o início do julgamento que deve arrancar ainda esta semana.
Rui Gustavo, "Expresso", 12 Novembro 2009

Os Intocáveis - Mário Crespo


Os Intocáveis

O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.
Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.
O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (…)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.
Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca!
Mário Crespo

A "Face Oculta" e a Justiça


A teia Socialista

Para quando a "Teia do PSD"?

in "Diabo", 10 Novembro 2009

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Berliner Mauer † (1961 - 1989)


Berlim - O Grito da Liberdade

Estatística em Portugal


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Vara deixa Presidência do Millenium

No decurso da operação «Face oculta» foram efectuadas 30 buscas, domiciliárias e a postos de trabalho, e 14 pessoas foram constituídas arguidas, incluindo Armando Vara



O pedido de suspensão de mandato de Armando Vara no BCP vai aplicar-se também à presidência do Millenium Angola, disse à Lusa fonte próxima do processo.
Uma situação que ocorre naturalmente, já que os cargos que Armando Vara ocupava – a presidência do Millenium Angola e a vice-presidência do Banco Internacional de Moçambique – eram em representação do banco português.
Por ter efeitos imediatos, a mesma fonte avançou ainda que a suspensão representará um corte na remuneração deste responsável no BCP, até alteração, ou não, desta situação.
Em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o presidente do Conselho Geral e de Supervisão do Millennium BCP adianta que recebeu terça-feira, “com efeitos imediatos, um pedido de suspensão do mandato como vice-presidente e membro do conselho de administração executivo que lhe foi apresentado” por Armando Vara.
Este pedido “será submetido à reunião do Conselho Geral de Supervisão do próximo dia 11 de Novembro”, conclui Luís de Melo Champalimaud, no comunicado.
A Polícia Judiciária (PJ) desencadeou no dia 28 de Outubro a operação “Face Oculta” em vários pontos do país, no âmbito de uma investigação relacionada com alegados crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado o empresário Manuel José Godinho, que está em prisão preventiva, no quadro deste processo.
No decurso da operação foram efectuadas cerca de 30 buscas, domiciliárias e a postos de trabalho, e 14 pessoas foram constituídas arguidas, incluindo Armando Vara, vice-presidente do Millennium BCP, José Penedos, presidente da Rede Eléctrica Nacional (REN), e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA, de Manuel José Godinho.
Um administrador da Indústria de Desmilitarização da Defesa (IDD) também foi constituído arguido no processo “Face Oculta”, segundo o Presidente da EMPORDEF, a holding das indústrias de defesa portuguesas.

Texto: Manuela Sousa Guerreiro
Foto: Bruno Barata
in “Semanário Novo Jornal (Angola)”, pág. 4, 6 Novembro 2009

"Behind The Wall" "Por Detrás do Muro de Berlim" - IX Episódio

"Behind The Wall" "Por Detrás do Muro de Berlim" - VIII Episódio

"Behind The Wall" "Por Detrás do Muro de Berlim" - VII Episódio

"Behind The Wall" "Por Detrás do Muro de Berlim" - VI Episódio

"Behind The Wall" "Por Detrás do Muro de Berlim" - V Episódio

"Behind The Wall" "Por Detrás do Muro de Berlim" - IV Episódio

"Behind The Wall" "Por Detrás do Muro de Berlim" - III Episódio

III Episódio

"Behind The Wall" "Por Detrás do Muro de Berlim" - II Episódio

II Episódio

"Behind The Wall" "Por Detrás do Muro de Berlim" - 9 Episódios

I Episódio - Breve documentário sobre o concerto que ofereceu Roger Waters em Berlin, em 1990, baseado no album e filme de Pink Floyd - "The Wall"

Declaração Vara - "Suspenção"... "Suspensão"... Eis a Questão


Armando Vara, melhor, o Dr. Armando Vara, um turbo-licenciado à pressa na Independente (apenas 2 dias antes de assumir a Direcção na CGD) no mesmo tempo de Sócrates, pede a "suspenção" do seu mandato (e não a "suspensão")!

Que bem escreve este Doutor...


Agradecimento a Manuel Pinto.

Dia Internacional Contra a Corrupção I

O dia 9 de Dezembro 2003 é um marco internacional. Foi nesta data que 110 países assinaram a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, em Mérida (Mexico). Desde então, a data tornou-se o "Dia Internacional Contra a Corrupção".
Portugal necessita comemorar esta data.


domingo, 8 de novembro de 2009

Why We Fight" - "Porque os Estados Unidos vão à Guerra"

Reino Unido, 2005, 98min
Direcção: Eugene Jarecki)
- 10 Episódios -


Essa é a verdadeira face do neoliberalismo, da globalização. O motivo hipócrita e cruel para os Estados Unidos, através da política ou da guerra, levarem sua festejada "democracia" a todo o mundo: Hegemonia, exploração e lucro!
Uma crítica modesta à intolerável tirania norte-americana, mas é o máximo que seu povo suporta assistir.
Nem se menciona, por exemplo, que o 11 de setembro foi uma grande farsa.
A ênfase é na ilegitimidade da guerra e em suas mortes inocentes... defacto a BBC não poderia fazer nada muito além disso, visto a quem ela atende e pertence... é até surpreendente que esse documentário tenha chegado ao ponto de crítica que chegou!
O risco dele é lançar uma cortina de fumaça tampando o horror muito, mas muito maior mesmo da verdade sobre a guerra.
Pense: revelar erros é desviar o olhar dos desastres, é abrandá-los.
Portanto olhos críticos são necessários, mas também muita informação útil e verídica podemos tirar!

Sinopse divulgada do filme:

"Excelente produção da BBC, ganhadora do prémio de melhor documentário no Festival Sundance, "Why We Fight" mostra a profunda relação da guerra com os negócios nos EUA, onde há várias corporações das mais diversas áreas interessadas em um conflito duradouro.
Mostra como desde a II Guerra Mundial, os EUA produzem mentiras, farsas sustentadas pela mídia comprada, para justificar seus conflitos, suas invasões, seus crimes, suas guerras e genocídios.
Expõe como as grandes companhias, corporações armamentistas, são uma das principais financiadoras de campanhas dos políticos norte-americanos. "

sábado, 7 de novembro de 2009

Discurso do Representante da República de Los Cocos - II Parte


"Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o Estadista. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente.País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possivel conservar a sua independência?"
Eça de Queiroz, 1867
in "O Distrito de Évora"

A História repete-se com aprendizagem.

Excerto do filme "Su Excelencia" - Mario Moreno (Cantiflas)

Discurso do Representante da República de Los Cocos - I Parte


"Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o Estadista. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente.País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possivel conservar a sua independência?"
Eça de Queiroz, 1867
in "O Distrito de Évora"

A História repete-se com aprendizagem.

Excerto do filme "Su Excelencia" - Mario Moreno (Cantiflas)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Contra a Prescrição de Crimes em Portugal


Varas e Porcos e Cleptocracia

Os Varas e os Porcos, ou os políticos e o chamado enriquecimento ilícto.

Existe um creio que ex-político e hoje Vice-Presidente de um conhecido banco, de apelido Vara, que hoje se encontra nas bocas do mundo. Não significará certamente o seu apelido que Sua Excelência é um simples aglomerado de porcos. Quanto muito, poderíamos pensar que a figura, fazendo juz ao apelido que tem, não passa de mais um porco daqueles que Abril deu à luz, ou, em linguagem técnica, que Abril pariu. Mas não. A língua portuguesa é muito traiçoeira, e a associação do Sr. Armando a um porco, será certamente uma mera coincidência.

Isto a propósito das suspeitas que agora recaem sobre aquele modesto ex-empregado de balcão da Caixa Geral de Depósitos na sua santa terrinha, sem qualquer habilitação especial de Gestor, que por força de se ter inscrito no sinistro Partido Socialista, conseguiu chegar a Ministro do Guterres do Pântano, criou uma Fundação com finalidades duvidosas chamada da Prevenção e Segurança, e que por actos ainda mais duvidosos ligados à dita Fundação “se viu obrigado” a sair do Governo, sem qualquer consequência que não fosse o ter reingressado na mesma Caixa Geral de Depósitos não no seguimento normal da sua carreira, mas sim “saltando” por cima de todos os seus colegas (que honradamente trabalham no dia-a-dia, e que podem ascender no máximo a Director de Balcão), tendo sido nomeado creio que Director de Património da mesma Caixa Geral de Depósitos, “o Banco de todos nós”... Daí a Administrador da mesma Caixa, foi um salto, e vêmo-lo agora de ar “emproado” como Vice-Presidente de um conhecido Banco Privado nacional, em regime de requisição à CGD...

Não é certamente o apelido que denomina as características morais de uma pessoa, e, que me perdoem os porcos, não é por o Senhor se chamar Vara que lhe podemos chamar de Porco ao quadrado. Poderia ser considerado um insulto ao Sr. Armando, ou poderia porventura haver um porco qualquer que se sentisse indignado com a comparação. Tudo isto oderia dar mais um texto para La Fontaine ter escrito uma das suas famosas Fábulas...

Mas a Fábula aqui é outra, e a esse Sr. Armando poderemos sim chamá-lo de corrupto, de porco, e de ladrão, se se provar que fez o que a maioria dos políticos deste horroroso sistema costumam fazer: servir-se da política, para fazer tráfico de influências, servir-se da política para ter cargos de Gestão para os quais não têm qualquer qualificação, mas que servem ou podem servir os interesses obscuros de muita gente. Diz-se por aí que o Senhor Vara poderá ter-se vendido por uns míseros 10.00 Euros. Não sei se é verdade ou mentira, pouco me importa. Mas que Sua Excelência é arguido num escandaloso caso de corrupção, é! O futuro ditará o qualificativo que lhe havemos de dar, se entretanto não acontecer o que sucede frequentemente: o processo prescrever...!
A questão do enriquecimento das figuras políticas, é tema recorrente nos tempos que passam. Hoje em dia, a chamada “Causa Pública”, é algo que poucos conhecem. Os políticos vão para os governos na sua maioria para se servir, e não para servir. Triste regime este, que democraticamente nos impõem há 35 anos...

Casos como o do BPN, do BPP, do Freeport, da Fundação Prevenção e Segurança, e muitos outros, seres como Armando Vara, Isaltino de Morais, Dias Loureiro, Valentim (também) Loureiro, Jorge Coelho, Fátima Felgueiras, Ferreira Torres ou outros, são o dia a dia da nossa vida política, e como que parecem naturais, normais... Os senhores começam pobres na sua santa terrinha, e em pouco tempo os vemos com ar de “baronetes do liberalismo”, emproados e a cuspir dinheiro pelas costuras. Se aqui não existe corrupção, existe por certo milagre, ou competência em demasia...

Poderemos perguntar-nos se não há em Portugal Gestores competentes, não políticos, com especialização e experiência de Gestão, que possam ocupar os cargos de Gestão que são ocupados hoje em dia por simples traficantes de interesses, que vieram da política. A resposta será sem dúvida positiva, sabemos que há muita gente válida felizmente em Portugal, mas que, por não estar ligada aos partidos do regime, não consegue ascender a lugares no Governo, ou na Gestão das Empresas, públicas ou não. E com isto é Portugal que perde, em nome de favores que se pagam a uns e a outros. Favores muitas vezes obscuros.

Poderemos perguntar-nos o que sabe Jorge Coelho de Gestão ou de Engenharia, para ter ido Administrar a Mota Engil. Poderemos perguntar-nos o que sabia Dias Loureiro de Finanças ou de Gestão, para se ter envolvido na gestão do BPN, e ter feito a “obra” que dizem que fez...

Poderemos perguntar-nos o que sabe Armando Vara de Banca e de Gestão Bancária, para “saltar” de balconista para administrador, e ser agora Vice-Presidente de um Banco.

O mesmo para muitos outros exemplos. As excepções, que as haverá, serão muito poucas.

Recordo-me que a seguir à malfadada data do 25 de Abril, diziam a alguém que eu conheço bem, que se não se inscrevesse em determinado Partido Político, a sua carreira não iria longe. Essa pessoa teimou em não se inscrever em nenhum partido, fez uma vida honesta, e reformou-se após muito trabalho e suor como simples Director da empresa de Engenharia onde havia trabalhado mais de 27 anos. Outros, menos competentes do que ele, rapidamente foram administradores dessa Empresa, que era de referência, e que hoje se reduz a 5 ou 6 funcionários, de cerca de 600 que tinha, e que está liquidada.
Os dos Partidos, estão todos bem governados, e como muitos outros de muitas outras empresas que entretanto fizeram falir, passaram pela Maçonaria e pelos Partidos, e pelos governos, e são hoje gente “de bem” e abastada... Desses com quem nos cruzamos algumas vezes pela rua e dão vómitos só de os ver. De importantes que parecem.

A nossa Pátria está a saque.

Da corrupção à pedofilia, passando pela homossexualidade exibicionista que agora se senta aberta e desavergonhadamente em S. Bento, tudo temos. Somos uma Nação adiada. Estamos com uma crise interna pior que a crise mundial que assolou o Mundo nos ultimos meses. A nossa crise actual é pior que a da 1.ª República, que Salazar curou. Vivemos de facto num País aviltado com uma profunda crise de valores, de moral, e crise económica e financeira. Vivemos na lama. Nas eleições, preferem não votar mais portugueses do que aqueles que votam — o que põe em causa a legitimidade do regime. Estamos sem rumo, inconscientemente à espera de que alguém venha um dia “pegar nisto”.

Os 35 anos de Democracia cleptocrata e impune que nos têm vindo a impôr, trouxeram-nos o descrédito internacional. Não existe no actual sistema uma linha política realmente interessada em ressarcir a Pátria do roubo e da traição de Abril. Do roubo territorial, do roubo moral, do roubo financeiro, do roubo da competência. Somos o País que Saramago merece ter. O do triunfo dos Porcos, de Orwel, que que eu saiba não teve Nobel, nem se meteu a falar do que não sabia. Diria mesmo, o País do Vara dos porcos, ou um país gerido por uma verdadeira vara de porcos incompetentes que nos empurram para o abismo, enquanto enriquecem pessoalmente.

Que Deus seja louvado!

Que venha nem que seja El-Rei D. Sebastião.

Por Portugal, e mais nada!

Chega de sofrer.

António de Oliveira Martins — Lisboa

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O factor Vara

Recordando Miguel Sousa Tavares

Ultimamente tenho sido industriado num conceito novo sobre a vida que é também uma filosofia de vida: ser “leve”. Ser “leve” é o contrário de ser “pesado”, é, parece, a capacidade de levar as coisas sempre de uma forma ligeira, de não se preocupar demasiadamente com nada nem dar demasiada importância a coisa alguma. Aconteça o que acontecer, façam o que fizerem, as pessoas “leves” levam tudo na despreocupada: nada deve ser suficientemente grave ou importante para que deixem de rir e de sorrir todo o tempo e em todas as circunstâncias. Trata-se de um conceito moderno e urbano, que a mim me deixa um pouco baralhado, até porque nos últimos anos tenho aprendido a preferir cada vez mais a chuva no campo do que os dias cinzentos na cidade. É verdade que os portugueses sorriem pouco e que sorrir faz bem à saúde e torna as pessoas mais bonitas. Mas lembro-me de a minha mãe dizer que os que vivem eternamente felizes e despreocupados, sempre a rir ou a sorrir, ou são parvos ou são inconscientes. Sim, porque é difícil distinguir onde acabam as virtudes de ser “leve” e começa a estupidez de ser leviano. A fronteira não é clara e há-de ser estreita.
Mas de uma coisa estou certo: só se pode levar as coisas numa “leve” quando se tem condições para tal. Quem vive em quadros de miséria e carência, quem tem da vida urbana uma paisagem de subúrbios desumanizados, quem tem problemas sérios de saúde, quem viu morrer um filho ou alguém muito próximo e amado, quem viu morrer uma após outra todas as ilusões, ou não é “leve” ou anda a Prozac. Poder ser “leve” é um privilégio, não toca a todos.
Mas tenho andado a pensar seriamente no assunto — tentando, claro, pensar de uma forma “leve”, para que faça sentido. Muita gente, e leitores meus, acham que eu me indigno vezes de mais com coisas de mais. Não valeria a pena. Há um tipo que escreve sobre mim num blogue e que se irrita sobremaneira com o que ele acha ser a minha indignação permanente e traça de mim um retrato, até físico, que me deixa abalado. Preocupam-me, então, duas coisas: a minha recorrente indignação, tal como ele a descreve, e o facto de a minha indignação acarretar a indignação dele. Vou tentar mudar, a bem dos dois.
Em vez de dizer que as coisas me indignam ou revoltam, vou passar a dizer suavemente que elas me deprimem. Por exemplo: a história de Armando Vara, promovido ao nível máximo de vencimento na Caixa Geral de Depósitos e para efeitos de reforma futura, depois de já estar há dois meses a trabalhar na concorrência do BCP, é uma história que me deprime. Não, não, acreditem que, apesar de isto envolver o dinheiro que pago em impostos, esta história não me revolta nem me indigna, apenas me deprime. E de forma leve. Eu explico.
Toda a “carreira”, se assim lhe podemos chamar, de Armando Vara, é uma história que, quando não possa ser explicada pelo mérito (o que, aparentemente, é regra), tem de ser levada à conta da sorte. Uma sorte extraordinária. Teve a sorte de, ainda bem novo, ter sentido uma irresistível vocação de militante socialista, que para sempre lhe mudaria o destino traçado de humilde empregado bancário da CGD lá na terra. Teve o mérito de ter dedicado vinte anos da sua vida ao exaltante trabalho político no PS, cimentando um currículo de que, todavia, a nação não conhece, em tantos anos de deputado ou dirigente político, acto, ideia ou obra que fique na memória. Culminou tão profícua carreira com o prestigiado cargo de ministro da Administração Interna — em cuja pasta congeminou a genial ideia de transformar as directorias e as próprias funções do Ministério em Fundações, de direito privado e dinheiros públicos. Um ovo de Colombo que, como seria fácil de prever, conduziria à multiplicação de despesa e de “tachos” a distribuir pela “gente de bem” do costume. Injustamente, a ideia causou escândalo público, motivou a irritação de Jorge Sampaio e forçou Guterres a dispensar os seus dedicados serviços. E assim acabou — “voluntariamente”, como diz o próprio — a sua fase de dedicação à causa pública. Emergiu, vinte anos depois, no seu guardado lugar de funcionário da CGD, mas agora promovido por antiguidade ao lugar de director, com a misteriosa pasta da “segurança”. E assim se manteve um par de anos, até aparecer também subitamente licenciado em Relações Qualquer Coisa por uma também súbita Universidade, entretanto fechada por ostensiva fraude académica. Poucos dias após a obtenção do “canudo”, o agora dr. Armado Vara viu-se promovido — por mérito, certamente, e por nomeação política, inevitavelmente — ao lugar de administrador da CGD: assim nasceu um banqueiro. Mas a sua sorte não acabou aí: ainda não tinha aquecido o lugar no banco público, e rebentava a barraca do BCP, proporcionando ao Governo socialista a extraordinária oportunidade de domesticar o maior banco privado do país, sem sequer ter de o nacionalizar, limitando-se a nomear os seus escolhidos para a administração, em lugar dos desacreditados administradores de “sucesso”. A escolha caiu em Santos Ferreira, presidente da CGD, que para lá levou dois homens de confiança sua, entre os quais o sortudo dr. Vara. E, para que o PSD acalmasse a sua fúria, Sócrates deu-lhes a presidência da CGD e assim a meteórica ascensão do dr. Vara na banca nacional acabou por ser assumida com um sorriso e um tom “leve”.
Podia ter acabado aí a sorte do homem, mas não. E, desta vez, sem que ele tenha sido tido ou achado, por pura sorte, descobriu-se que, mesmo depois de ter saído da CGD, conseguiu ser promovido ao escalão máximo de vencimento, no qual vencerá a sua tão merecida reforma, a seu tempo. Porque, como explicou fonte da “instituição” ao jornal “Público”, é prática comum do “grupo” promover todos os seus administradores-quadros ao escalão máximo quando deixam de lá trabalhar. Fico feliz por saber que o banco público, onde os contribuintes injectaram nos últimos seis meses mil milhões de euros para, entre outros coisas, cobrir os riscos do dinheiro emprestado ao sr. comendador Berardo para ele lançar um raide sobre o BCP, onde se pratica actualmente o maior spread no crédito à habitação, tem uma política tão generosa de recompensa aos seus administradores — mesmo que por lá não tenham passado mais do que um par de anos. Ah, se todas as empresas, públicas e privadas, fossem assim, isto seria verdadeiramente o paraíso dos trabalhadores!
Eu bem tento sorrir apenas e encarar estas coisas de forma leve. Mas o “factor Vara” deixa-me vagamente deprimido. Penso em tantos e tantos jovens com carreiras académicas de mérito e esforço, cujos pais se mataram a trabalhar para lhes pagar estudos e que hoje concorrem a lugares de carteiros nos CTT ou de vendedores porta a porta e, não sei porquê, sinto-me deprimido. Este país não é para todos.
P.S. - Para que as coisas fiquem claras, informo que o sr. (ou dr.) Armando Vara tem a correr contra mim uma acção cível em que me pede 250.000 euros de indemnização por “ofensas ao seu bom nome”. Porque, algures, eu disse o seguinte: “Quando entra em cena Armando Vara, fico logo desconfiado por princípio, porque há muitas coisas no passado político dele de que sou altamente crítico”. Aparentemente, o queixoso pensa que por “passado político” eu quis insinuar outras coisas, que a sua consciência ou o seu invocado “bom nome” lhe sugerem. Eu sei que o Código Civil diz que todos têm direito ao bom nome e que o bom nome se presume. Mas eu cá continuo a acreditar noutros valores: o bom nome, para mim, não se presume, não se apregoa, não se compra, nem se fabrica em série — ou se tem ou não se tem. O tribunal dirá, mas, até lá e mesmo depois disso, não estou cativo do “bom nome” do sr. Armando Vara. Era o que faltava!
Miguel Sousa Tavares, in "Expresso", 19 Janeiro 2009

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Confesiones de un Gángster Económico, de John Perkins

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Tomada de consciência do mundo em que vivemos e de todas as manobras políticas exercidas.
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