quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Alternância no Poder

A alternância no poder é o melhor instrumento que a Democracia inventou para consolidar-se como sistema político de representação, ou seja, ter a capacidade suficiente para ortogar aos cidadãos o protagonismo que merecem e a possibilidade de ostentar o cargo que o sistema os reserva, que não é outro que a soberania nacional.

Duas são as condições necessárias, ainda que não suficientes, para que esta afirmação cumpra a sua função. Em primeiro lugar que a cidadania aceite o cargo e a responsabilidade que a sua soberania suportaria. Em segundo lugar que não se adultere, manche, dificulte, ou escamote-e a possibilidade de que a dita alternância se produza mediante a manipulação fraudulenta da opinião pública. Possibilidade que se acrescenta de maneira equacional à medida que o critério, a preparação e a formação daquela diminuem.

A primeira regra, e portanto, a que devemos preservar por cima de qualquer outra consideração e cujo estrito cumprimento devemos exigir aos nossos representantes é a que estabelece que o Governo está para governar e a oposição para opôr-se. Esses são os seus respetivos trabalhos. Que fácil parece e que difícil é que se ponha em prática! Uma verdade evidente e utópica?

Unicamente na confrontação dialética Governo-Oposição expressada sem rodeios nem sectarismos, entendida como regra fundamental em que se sustenta a alternativa e a Demoracia e expressa num bom combate pode este sistema amadurecer e consolidar-se.

Partidos políticos que se enfrentam mediante a dita dialética e que façam dela o elemento enriquecedor do regime democrático; que tenham como objectivo alcançar o poder para concretizar em medidas de Governo o seu programa; que entendam que o poder é esse, o objetivo a conquistar; que aceitem que também se pode ser oposição e cumprir o seu papel como tal; cujas prioridades se baseam em não escamoterar a cidadadania a verdadeira soberania nacional; esses são os partidos que hoje reclamamos.

Uma imprensa independente que faça de correia de transmição dos projetos e ideias livremente expressadas pelo Governo e a oposição para conhecimento geral dos respresentados e encaminhadas para proporcionar-lhes elementos de comparação entre as diversas propostas e, em consequência, serem capazes de produzir critérios próprios nos cidadãos; esta é a imprensa que hoje reclamamos.

Uma cidadania disposta a assumir o seu papel no sistema, responsável da sua soberania, informada, não manipulável, e não sectária, e a que hoje temos que ser.

Tudo isto fará da alternância a ferramenta básica para sair da Crise. Hoje desta e num futuro de qualquer crise, seja qual for o Governo, seja qual for a Oposição.

Sonhar também é necessário.

Equilíbrio Instável

Memória Histórica - 30 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: Estreou "A Flauta Mágica", de Mozart. Julgamentos de Nuremberga condenam onze militares da Alemanha nazi a pena de morte. Fim do bloqueio a Berlim ocidental. Crise dos cartoons de Maomé, publicados num jornal dinamarquês. Nasceram São Jerónimo, Truman Capote, Elie Weisel, Marion Cotillard. Morreu James Dean. Os Box Tops com "The Letter".

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Novela do Outono - Orçamento de Estado 2011

Ministro das Finanças da Suiça, Hans Rudolf Merz versus Portugal



O Ministro das Finanças da Suiça, Hans Rudolf Merz discursou no Parlamento sobre uma nova legislação de carnes temperadas.
A linguagem burocrática do texto radicalizou.
Nem o Ministro levou a sério.
A risada do Ministro das Finanças da Suiça reportava-se à celebre frase de Passos Coelho "nunca pensei ter que dizer o que vou dizer, que não haverá nenhuma outra ocasião no futuro em que o líder do PSD volte a conversar em privado com o Primeiro Ministro sem que existam outras pessoas que possam testemunhar a conversa".

Memória Histórica - 29 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: Nasceu a "Mafalda" de Quino, a menina mais questionadora da BD. O líder soviético Nikita Khrushchev cria uma nova forma de protesto. Morre o Papa João Paulo I. Primeiras eleições gerais em Angola. Nasceram Cervantes e Antonioni. "America", de Leonard Bernstein, tema do musical "West Side Story".

O Primeiro Vuvuzela do PSD

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Série "Corruptos nos PALOP" - 500 Euros

Memória Histórica - 28 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: A manifestação da chamada "Maioria Silenciosa" e a viragem política após o 28 de Setembro. Começou a conquista normanda da Inglaterra. Nasceram Caravaggio, Marcello Mastroiani, Brigitte Bardot. Morreu André Breton. Simon and Garfunkel com "Mrs. Robinson", da banda sonora do filme "The Graduate".

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Memória Histórica - 27 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: O vulcão dos Capelinhos, na ilha do Faial, entra em actividade. Batalha do Buçaco. Albert Einstein publica um artigo científico sobre equivalência entre massa e energia. As milícias talibãs capturam Cabul. Nasceram Arthur Penn e Gwyneth Paltrow. Os Police e "Don't Stand So Close To Me".

domingo, 26 de setembro de 2010

Memória Histórica - 26 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: Marcello Caetano torna-se chefe de Governo do Estado Novo. Debate televisivo histórico entre Nixon e Kennedy. Primeiro voo de longo curso do Concorde. Nasceram T.S. Elliot, George Gerschwin e Gal Costa. Os Beatles e "Something", do álbum "Abbey Road".

sábado, 25 de setembro de 2010

Bla-bla-bla, bla-bla, bla-bla-bla-bla-bla!

Memória Histórica - 25 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: Primeiro ensaio dos "U2". Foi criado no Portugal de Salazar o Secretariado da Propaganda Nacional. Começou a luta armada em Moçambique contra Portugal. Foi lançado o primeiro satélite português, "PoSat 1". Nasceram William Faulkner, Robert Bresson, Mark Rothko e Glenn Gould. Carole King canta "It´s too late".

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Reacção à Mensagem da Ministra da Educação

A grande paródia do Ano Lectivo 2010-2011
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Mensagem da Ministra da Educação - Ano Lectivo 2010-2011

A mensagem aos "Pequeninos de Portugal"...
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Memória Histórica - 24 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: Maomé termina a Hégira, a sua fuga de Meca para Medina. A antiga cidade de Nova Amsterdão dá lugar a Nova Iorque. Os ayatollah iranianos levantam a pena de morte a Salman Rushdie. Nasceram Francis Scott Fitzgerald e Pedro Almodóvar. Morreu D. Pedro - IV de Portugal. Bobby McFerrin com "Don't worry, be happy".

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Memória Histórica - 23 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: É aprovada a 1ª Constituição Portuguesa, fruto da Revolução Liberal de 1820. Descoberto o planeta Neptuno. Rosa Mota vence a maratona nos Jogos Olímpicos de Seul. É fundado o Clube de Futebol Os Belenenses. Nasceram Eurípides, César Augusto, John Coltrane, Ray Charles, Julio Iglésias e Bruce Springsteen. Os Smiths com "The boy with the thorn in his side".

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Memória Histórica - 22 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: A viagem inaugural do TGV, o comboio de alta velocidade francês. Abraham Lincoln anuncia a "Declaração da Emancipação dos Escravos norte-americanos". Primeira edição do Diário Popular. Nasceram Michael Faraday, Nick Cave e Andrea Bocelli. Morreu Marcel Marceau. Os Pixies com "Debaser".

Memória Histórica - 21 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: Começa o Congresso que levou à declaração da República Popular da China por Mao Tse Tung. Suleimão, o Magnífico, é coroado. Gabriel Malagrida morre no último auto-de-fé com condenação à morte em Portugal. Nasceram H.G. Wells e Leonard Cohen. Morreu Virgílio. Os Dire Straits e "Money for nothing".

Memória Histórica - 20 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: A "UNAMET", missão da ONU, chega a Timor-Leste. O primeiro Festival do Cinema de Cannes. George W. Bush declara guerra ao terrorismo. Nasceu Sophia Loren. Morreu Simon Wiesenthal. The Archies e "Sugar, sugar".

domingo, 19 de setembro de 2010

Memória Histórica - 19 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: Nasce o Rato Mickey. Os irmãos Montgolfier fazem o primeiro voo em balão com seres vivos. Descoberta de Ötzi, o homem do gelo. Doação da "Capitania de Ngola" a Paulo Dias de Novais. Nasceram Emil Zatopek e Jeremy Irons. Eric Clapton e "I shot the sheriff".

sábado, 18 de setembro de 2010

Orçamento de Estado 2011

Memória Histórica - 18 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: Vasco da Gama completa a viagem à Índia por via marítima. Nasce o jornal "The New York Times". O Secretário-Geral da ONU, Dag Hammarskjold, morre num desastre de avião. Protesto dos monges budistas em Myanmar. Nasceu Greta Garbo. Morreu Jimi Hendrix. Os "The Who" com "Behind Blue Eyes".

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

PSD - "Sitting Ducks"

A melhor frase constitucional!

"O PSD tornou-se uma espécie de "sitting duck", um pato sentado ao qual todos se atiravam" - Paulo Teixeira Pinto

in "i" - Entrevista Paulo Teixeira Pinto, 17 Setembro 2010

Escorrega

Memória Histórica - 17 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: Criado o "Tribunal da Inquisição", em Espanha. Arranca a "Operação Market Garden", na II Guerra Mundial. Começa a época do Terror na França revolucionária. É inaugurado o Palácio de Cristal, no Porto. Nasceram Guerra Junqueiro e José Régio. Ermelinda Duarte com "Somos Livres".

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O Náufrago

A Jogada do Príncipe Predador - Cheque Mate


O ingénuo "Coelhito" aparece ao país como um grande vencedor arrasando o "Príncipe Predador" com uma maioria absoluta nas sondagens.

Aguardemos pelas próximas sondagens. Vai ser arrasador!

Constituição da República - Alegoria

Memória Histórica - 16 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: Os "Pilgrims" partiram de Inglaterra para os EUA a bordo do barco Mayflower. Foi apresentada a máquina de fotocópias. Ocorreu o "Massacre de Sabra e Chatila", campos de refugiados nos subúrbios de Beirute. Nasceram Lauren Bacall e B.B. King. Morreu Maria Callas. Os Talking Heads com "Psychokiller".

O Bobo da Corte Social Democrata

Comedy of Errors

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Volta a Portugal 2011 (II)

Em Defesa da Constituição

Memória Histórica - 15 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: Charles Darwin chega às Ilhas Galápagos. Alexander Fleming e a descoberta dos antibióticos. Inaugurada a primeira linha de comboio de passageiros entre Liverpool e Manchester. Os tanques de guerra são usados pela primeira vez. É fundada a Greenpeace. Nasceram Marco Polo, Bocage, Agatha Christie, Oliver Stone e Letizia Ortiz. John Coltrane marca a história do jazz com o álbum "Blue Train" e o tema "Lazy Bird".

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Constituição da República - O Livro Mágico dos Contos Infinitos

Sinópse

Numa cidade bem perto chega um grande contador de histórias.

Aquele homem apresentou-se a todos e mostrou-lhes um estranho livro fechado a cadeado.

Explicou que aquele livro estava encantado, e cada vez que se pronunciavam umas palavras mágicas e se lia do príncipio até ao fim, o único conto que se retava era sempre diferente.

Nenhum adulto acreditou nas suas palavras, e então, visitaram-no todos os meninos da cidade e este leu-lhes cada dia, tal e como assegurou, uma nova e fantástica história que nunca jamais ninguém tinha ouvido, e nunca mais ninguém voltaria a ouvir.

O livro “Constituição da República ― Livro Mágico dos Contos Infinitos”, é um especial fundamento pelo assombro que desperta naquelas que desconhecem o seu segredo. É um livro mágico porque cada dia que se lê, explica um conto diferente.

Como consegue?

O livro é composto por 77 páginas com 33 linhas cada uma. Trata-se de ler ao acaso uma linha de cada página, de forma a termos 73x33 possibilidades de contos diferentes. Para mantêr a magis do livro, é imprescendível que o menino não saiba o mecanismo do mesmo, de forma que só o adulto possa ver as páginas. É por isso que se apresenta numa encadernação tão espectacular com um cadeado para que o livro não esteja ao alcance dos meninos.

A maneira de ler o livro mágico é a seguinte: o menino senta-se em frente do adulto e só quando diz umas palavras mágicas, o adulto poderá abri-lo e começar a ler. É fundamental saber o mecanismo do conto e... sobretudo, mantêr o mistério e a magia.

Título da Obra: "Constituição da República ― O Livro Mágico dos Contos Infinitos"
Autor: PSD ― Partido Social Democrata, 2010
Autor da Sinópse e Imagem: ag, 2 mil e 10

Liberalismo - Algures em Angola

Conceitos...

O Avestruz de Belém

Memória Histórica - 14 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: Handel compõe "O Messias". As tropas de Napoleão Bonaparte entram em Moscovo. Primeiro voo de um helicóptero. Fundação da OPEP. Nasceram Dimitri Medvedev e Amy Winehouse. Morreram Isadora Duncan e Grace Kelly. João Gilberto, pai da Bossa Nova, gravou "Você e Eu".

domingo, 12 de setembro de 2010

Estátuas Traiçoeiras

O Bruxo Oficial

Memória Histórica - 12 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: Adolescentes descobrem as Grutas de Lascaux, em França. Foi assinado o Tratado de Alcanizes. Morreu Steve Biko. Bispo Desmond Tutu luta contra o apartheid em África do Sul. Jesse Owens. Amílcar Cabral. Paulo Portas. Johnny Cash. A indignação de Caetano Veloso no Festival da Canção, em 1968.

sábado, 11 de setembro de 2010

Carta de um cliente a um Banco ... em Portugal

Exmos. Senhores Administradores do Banco...

Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina da Vossa rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da tabacaria, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.

Funcionaria desta forma: todos os senhores e todos os usuários pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, farmácia, mecânico, tabacaria, frutaria, etc.). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao utilizador. Serviria apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade ou para amortizar investimentos. Por qualquer outro produto adquirido (um pão, um remédio, uns litros de combustível, etc.) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até ligeiramente acima do preço de mercado.

Que tal?

Pois, ontem saí do Vosso Banco com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e honestidade. A minha certeza deriva de um raciocínio simples.

Vamos imaginar a seguinte situação: eu vou à padaria para comprar um pão. O padeiro atende-me muito gentilmente, vende o pão e cobra o serviço de embrulhar ou ensacar o pão, assim como todo e qualquer outro serviço. Além disso impõe-se taxas de: Uma “taxa de acesso ao pão”, outra “taxa por guardar pão quente” e ainda uma “taxa de abertura da padaria”. Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.

Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo no meu Banco.

Financiei um carro, ou seja, comprei um produto do negócio bancário.

Os senhores cobram-me preços de mercado, assim como o padeiro cobra-me o preço de mercado pelo pão.

Entretanto, de forma diferente do padeiro, os senhores não se satisfazem cobrando-me apenas pelo produto que adquiri.

Para ter acesso ao produto do Vosso negócio, os senhores cobram-me uma “taxa de abertura de crédito” ― equivalente àquela hipotética “taxa de acesso ao pão”, que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar.

Não satisfeitos, para ter acesso ao pão, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente no Vosso Banco. Para que isso fosse possível, os senhores cobram-me uma “taxa de abertura de conta”.

Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa “taxa de abertura de conta” se assemelharia a uma “taxa de abertura de padaria”, pois só é possível fazer negócios com o padeiro, depois de abrir a padaria.

Antigamente os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como “Papagaios”. Para gerir o “papagaio”, alguns gerentes sem escrúpulos cobravam “por fora”, o que era devido. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu antecipar-se aos gerentes sem escrúpulos. Agora, ao contrário de “por fora” temos muitos “por dentro”.

Pedi um extracto da minha conta ― um único extracto no mês ― os senhores cobram-me uma taxa de 1 Euro. Olhando o extracto, descobri uma outra taxa de 5 Euros “para manutenção da conta” ― semelhante àquela “taxa de existência da padaria na esquina da rua”.

A surpresa não acabou. Descobri outra taxa de 25 Euros a cada trimestre ― uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros mais altos do mundo.

Semelhante àquela “taxa por guardar o pão quente”.

Mas os senhores são insaciáveis.

A prestável funcionária que me atendeu, entregou-me um desdobrável onde sou informado que me cobrarão taxas por todo e qualquer movimento que eu fizer.

Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores se devem ter esquecido de cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de Vosso Banco.

Por favor, esclareçam-me uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?

Depois de eu pagar as taxas correspondentes talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria.

Que a Vossa responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências legais, que os riscos do negócio são muito elevados, etc., etc., etc. e que apesar de lamentarem muito e de nada poderem fazer, tudo o que estão a cobrar está devidamente coberto pela lei, regulamentado e autorizado pelo Banco de Portugal. Sei disso, como sei também que existem seguros e garantias legais que protegem o Vosso negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados.

Sei que são legais, mas também sei que são imorais.

Por mais que estejam protegidos pelas leis, tais taxas são uma imoralidade.

O cartel algum dia vai acabar e cá estaremos depois para cobrar da mesma forma.

Aguardando desde já as Vossas melhores notícias, subscrevo-me,

Atenciosamente
Manuel Magro Pimpão

Nota: Esta carta foi enviada ao Banco... (não quero aqui fazer publicidade), porém devido à criatividade com que foi redigida, deveria ser enviada a todas as Instituições Financeiras, com cópia para o Governo e Povo português.

Tomada de Posição do PS - Revisão da Constituição

Memória Histórica - 11 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: Os ataques terroristas de 11 de Setembro a Nova Iorque. O Golpe de Estado no Chile de Salvador Allende. A Hungria abre a Cortina de Ferro. Israel retira da faixa de Gaza. Nasceu D. H. Lawrence. Antero de Quental suicida-se com um tiro de pistola. Jacques Brel e "Ne me quitte pas".

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Pavão Real

Memória Histórica - 10 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: O "LHC" (Large Hadron Collider) entra em actividade. A patente da máquina de costura. A Guiné-Bissau torna-se independente. Guernika, de Picasso, regressa a Espanha. Estreia a série X-Files (Ficheiros Secretos). Nasceram Henry Purcell, Jorge Sampaio e Stephen Jay Gould. Morreu Agostinho Neto. Os Nirvana e "Smells like teen spirit".

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Operação Charme

Memória Histórica - 09 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: Nasce o MFA - Movimento das Forças Armadas. As forças franco-britânicas vencem a primeira batalha de La Marne. Estreia em Paris "O Avarento", de Molière. Assinada a Convenção de Berna para a protecção de obras literárias e artísticas. Nasceram o Cardeal Richelieu, Ottis Redding. Morreram Brueghel, Stéphane Mallarmé, Henri de Toulouse-Lautrec, Mao Tse Tung. Coolio com "Gangsta's Paradise".

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Orçamento de Estado

Vídeo do Dia


Bogotá (Colombia). O helicóptero da escolta de segurança pessoal do Presidente Colombiano Juan Manuel Santos caiu no passado dia 05 de Setembro pouco segundos depois de descolar.

La Verdad de Las Mentiras I da UGT Espanhola



"La Verdad de Las Mentiras" - I Capítulo, de 10 capítulos de TV elaborado pela UGT de Espanha.

Nota: Este vídeo lançado no passado dia 06 de Setembro, está em exibição na TV Espanhola em horários nobres e já provocou grande indignação por parte de Mariano Rajoy do Partido Popular.

Depressão de Um Anjo

Memória Histórica - 08 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: O "David" de Miguel Ângelo é apresentado ao mundo. Em Portugal, durante a I Guerra Mundial, começa o sistema de senhas de racionamento. Inventada a fita-cola. A estreia de "Star Trek". Nasceram Antonin Dvorak e Peter Sellers. Morreu Richard Strauss. Stevie Wonder e "I just called to say I love you". Começa o "Cerco a Leninegrado".

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Instabilidade Política

Memória Histórica - 07 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: D. Pedro I dá o grito do Ipiranga. Portugal e Moçambique assinam os acordos de Lusaka. É usada a primeira incubadora para bebés prematuros. Isabel I. Sony Hollins. Buddy Holly. Karen Blixen. Os "The Verve" chegam ao top norte-americano com "Love is Noise".

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Revisão Constituição Portuguesa

Os Inconstituintes

O Orçamento de Estado e a Bengala


Passos Coelho diz que não é a Bengala de Sócrates para aprovar o Orçamento de Estado. Mas entretanto... já tem uma bengala para oferecer a Sócrates.

Memória Histórica - 06 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: Juan Sebastián Elcano termina a saga da viagem de circum-navegação da Terra. O mundo parou para assistir pela televisão ao funeral da Princesa Diana. O jornalista Michael Fellon utilizou pela primeira vez o termo hippie. Akira Kurosawa. José Sócrates. Luciano Pavarotti. Astor Piazolla toca o tema "Muerte del Ángel".

domingo, 5 de setembro de 2010

Guerras de Poder

Um País com qualidades

De como o culto dos assessores bloqueia o acesso a um país melhor.

É impossível conseguir uma entrevista com um ministro do governo português. Quem o diz é a presidente da Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal, a jornalista brasileira Adriana Niemeyer. Acrescenta: "Mesmo quando explicamos que queremos falar do avanço tecnológico, de inovação - enfim, promover Portugal no estrangeiro. Nem assim. Somos barrados pelos assessores." A frota dos assessores, imensa, tem a missão patriótica de fazer dos governantes a nova e inacessível ilha dos Amores: um território de sonho e evasão. Não inventaram eles que Chico Buarque anelava por conhecer o nosso primeiro-ministro? A origem do problema está nos assessorados - no modo como se rodeiam de cortesãos para se protegerem do embate do povo, ou seja, da realidade.

Imbuída do nobre sentimento de salvar a imagem da nação, expliquei a Adriana Niemeyer que não se trata de um ostracismo particular do Poder português para com os jornalistas estrangeiros: qualquer associação de cidadãos que queira apresentar um projecto a uma instância decisória sente essa mesma dificuldade; na melhor das hipóteses, é recebida pelo assessor do assessor que lhe dirá que vai transmitir a proposta a quem de direito - e nunca mais terá uma resposta. A não ser que seja filho ou afilhado de alguma personalidade importante, de preferência do mundo empresarial. Seria interessante fazer um levantamento do número total de assessores nos vários graus da administração pública - e compará-lo com esse mesmo número nos outros países europeus, a começar pelos nórdicos, que tanto (e tão justamente) gabamos como exemplares na gestão da coisa pública.

O provincianismo de Portugal manifesta-se nestes sinais que radicam numa concepção perigosamente autoritária e atávica do exercício do poder. Raros são os políticos que entendem o exercício de um cargo de poder como um serviço à comunidade e uma função transitória e que não se deixam transformar pelas mordomias, as excelências e as louvaminhices. O passo, o olhar, o modo de falar, as vestimentas - tudo se lhes põe a rutilar como cauda de pavão. E nunca mais regressam ao normal - até porque normalmente saem da política activa para os negócios interactivos, com bólides, lucros e sossegos superiormente cintilantes.

Ainda assim, alguns acusam depois uma carência de palco quase patológica, que vão suprindo com jantares de homenagem, traições póstumas ou, à falta de melhor, comentários verrinosos estrategicamente disseminados. A história do ressentimento nunca é bonita e quanto mais pequeno é o país mais estragos faz. Uma maior proximidade entre eleitos e eleitores seria altamente recomendável - e favoreceria a transparência, que é (além da educação, da qual aliás decorre) a base da receita do sucesso dos tais países nórdicos.

A Finlândia lidera a lista dos cem melhores países do mundo, segundo uma eleição da revista "Newsweek". Apesar da alta taxa de suicídios desse país - porque o conceito de "qualidade de vida" foi desenhado a partir de indicadores objectivos como a saúde, a segurança e a oportunidade de alcançar um razoável nível económico. Ora o ser humano é subjectivo e valoriza aspectos difíceis de medir, como um dia de sol ou uma noite estrelada. Portugal ficou, nesta tabela, em vigésimo sétimo lugar - logo abaixo da Grécia e seis postos abaixo da Espanha, que recebe um destaque especial como "o melhor país para comer", o que é objectivamente injusto em relação à gastronomia portuguesa.

Por mim, não tenho dúvidas que preferia viver em Moçambique (95º) do que na Arábia Saudita (64º). Como preferia viver em Itália (23º) do que na Suécia (3º). E a todos estes preferiria sem dúvida o Brasil (48º). São os tais factores subjectivos. Mas é importante que entendamos o que faz com que alguns países se destaquem e consigam ultrapassar obstáculos inclementes, como o clima ou a falta de riquezas naturais e outros, mais dotados pela natureza, não consigam tornar-se atractivos.

Portugal tem uma beleza e uma variedade paisagística invulgares, um clima extraordinariamente ameno, um conjunto precioso de monumentos (em geral muito mal estimados e antipromovidos), uma gastronomia riquíssima, boa assistência médica, uma produção cultural intensa (embora mal tratada), uma população historicamente acolhedora e aberta ao desconhecido. Falta-lhe vontade. Falar com os jornalistas estrangeiros seria um bom princípio: eles percebem porque é que Portugal é bom.

Texto publicado na Revista "Expresso/Única", 28 Agosto 2010

Memória Histórica - 05 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: O terror e a tragédia nos Jogos Olímpicos de Munique. On the Road, de Jack Kerouac, bíblia da Beat Generation. Tommaso Campanella. Frank Gehry. John Cage. Freddie Mercury. Os The Animals chegam ao top com "House of Sun Rising".

Prisioneiro do Poder

Os Nossos Quereres e Os Políticos

Todos queremos uma sociedade mais equitativa, todos queremos mais solidariedade, todos queremos uma vida melhor. Melhores serviços de saúde, melhores ordenados, melhores escolas, melhores reformas. Melhores estradas, melhores casas, melhor segurança. Melhor democracia. O que é absolutamente natural.

E, nesta base simples e fácil, os nossos políticos (dos partidos que temos), usam estes quereres com profundo entusiasmo, com prodigiosas construções mediáticas, com um instinto, adquirido ao longo de anos, cultivado pelos membros activos e dirigentes dos nossos partidos.

Esta extraordinária cultura de pseudo-causas, de defesa do óbvio, de manipulação das mais elementares aspirações de todos os seres humanos, é debitada em longos e pretensiosos discursos, que soam bem a quem ouve (até um dia), mas que na realidade nada dizem em termos de satisfação dos quereres de todos nós.

Se analisarmos, mesmo superficialmente, a grande maioria dos discursos debitados todos os dias pelos nossos políticos profissionais, chegaremos facilmente a uma mesma conclusão: o que os políticos nos dizem (salvo algumas poucas e notáveis excepções) são apenas truísmos vazios de soluções ou, até, de intenções.

Discursos muitas vezes bem elaborados, com elevada qualidade na construção, na escolha das palavras, na colocação de acentos e de parágrafos, mas sem uma única proposta concreta de solução, sem uma única indicação do caminho a seguir, sem compromissos (reais), mas cheios de um nada que nos vai distraindo e iludindo.

Os nossos políticos vão acentuando, destacando, os nossos quereres.
As respostas são as perguntas. Só que expostas de outra maneira.
É a cultura dos pontos, de exclamação e de interrogação.

Com os primeiros expõem a pergunta (o querer), com o segundo julgam os políticos (salvos as excepções, poucas) que nos contentam (ou será que alguns deles pensam que estão mesmo a dar respostas reais?).

Com as ideologias debitadas pelas esquerdas e direitas passa-se o mesmo. Todos nos dão respostas que não contêm, realmente, nada de concreto.
Ideologias que, aparentemente, querem o mesmo para todos nós, que aparentemente nos dão resposta a todos os nossos quereres.

Mas onde é que estão as soluções? Como é que vão satisfazer os nossos quereres? Onde é que estão as respostas concretas, da esquerda ou da direita, para a solução dos nossos quereres (dos nossos problemas)?

A grande maioria destes políticos que temos e que são fruto de nós próprios, falam muito, escrevem, discursam, respondem a entrevistas com duas ou três regras fundamentais e “sagradas” (para eles):

- Ganhar ou, pelo menos não perder votos (dentro do partido ou na sociedade).

- Manter viva a fidelidade dos seguidores e colaboradores por quem distribuem benesses).

- Insistir nas questões mais mediáticas, trabalhando a “roupagem”, fazendo considerações que sabem ressoarem bem nos ouvidos dos cidadãos e, com a repetição constante, as respostas serão entendidas, pelo povo, como verdadeiras soluções, boas e credíveis soluções.

Os discursos vão continuar, as entrevistas nos media não param, os colóquios não esmorecem:

Os nossos políticos não querem mudar nada, não querem reformar (a sério) o sistema, não querem “revoluções”, nem grandes perturbações.

Ninguém quer arriscar, ninguém se atreve a deitar abaixo e construir de novo. Nem nos respectivos partidos, nem muito menos no estado.

Lutam para manter e manterem-se, não querem, nem podem (?), arriscar pondo em causa regalias, privilégios, honras que os sustentam e os mantêm no topo da pirâmide do poder.

Mas o que é que será deste país e dos quereres de todos nós (quase todos) daqui a 10 ou 20 anos?

Os portugueses não desaparecerão tão cedo. Mesmo com uma taxa de natalidade baixa ainda duraremos muitos anos.

Mas o que é que terá acontecido para satisfazer os nossos quereres? Será que vamos ter um estado previdência impecável, verdadeiramente para todos, será que vamos ter e receber boas e justas respostas? Será que vamos ter empregos para todos? Será que vamos ter um nível de vida dentro da média europeia? Ou vamos continuar a ouvir e eleger políticos que aos nossos quereres respondem nada.

in Jornal "Diário de Notícias", "André Correia", 31 Agosto 2010

sábado, 4 de setembro de 2010

Anjo Casapiano

Os Pedófilos da Pia


Carlos Silvino, Hugo Marçal, Jorge Ritto e Carlos Cruz.
Mas... há mais na outra cela.
E quer o Hugo Marçal ser "Juiz" para condenar quem não é "Pedófilo"!

Memória Histórica - 04 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: A Kodak de George Eastmann revoluciona a fotografia. Queda do Império Romano do Ocidente. D. Afonso V assina o Tratado de Alcáçovas com reis católicos de Espanha. Fundação de Los Angeles. Thomas Edison e a primeira central eléctrica. Anton Bruckner. Antonin Artaud. Georges Simenon. Os Gorillaz "tocam" Dare.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Espantalhos do PSD

Primeira Página - Imprensa

Semanário "Sol", n.º 209, 03 Setembro 2010

Semanário "Sol/Confidencial", n.º 209, 03 Setembro 2010

Semanário "Sol/Tabú", n.º 209, 03 Setembro 2010

Memória Histórica - 03 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: Fim do "Cerco de Lisboa". Atentado a D. José e "Processo dos Távoras". Expulsão dos Jesuítas. Tratado de Independência dos Estados Unidos. França e Inglaterra declaram guerra à Alemanha em 1939. Massacre de Beslan. António Sérgio. Alves dos Reis. Irene Papas. Frank Capra. Eurythmics e "Sweet dreams are made of this".

Memória Histórica - 02 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: Batalha de Actium, entre as forças de Octávio, Marco António e Cleópatra. O grande incêndio de Londres. Salazar declara neutralidade na II Guerra Mundial. O Vietname declara a sua independência. Nasceram Horace Silver, John Zorn, Keanu Reeves e Salma Hayek. Morreu Tolkien. Gilbert O'Sullivan e "Alone again naturally".

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Memória Histórica - 01 Setembro 2010


DESCRIÇÃO: Hitler começa a II Guerra Mundial, invadindo a Polónia. Publicado o primeiro artigo científico sobre o fenómeno dos buracos negros. A "Reforma Ortográfica" de 1911. Nasceram Vittorio Gassmann, Rocky Marciano, António Lobo Antunes. Tina Turner com "What's love got to do with it".